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segunda-feira, 8 de junho de 2009

PASCALINGUNDUM!


A música popular comercial brasileira surgiu em 1902, com a gravação do lundu Isto é Bom, de Xisto Bahia, gravado nos estúdios da pioneira Casa Edison do Rio de Janeiro pelo primeiro cantor profissional do País, Manoel Pedro dos Santos, o Bahiano.
Mas antes disso havia música no Brasil, é claro. E dança, pois havia os índios...
Com a chegada dos primeiros colonizadores, tudo se misturou e mudou.
Na segunda metade do século 18 aparece a primeira composição musical em pauta: Olhos Matadores, do maestro carioca Henrique Alves de Mesquita (1830-1906).
Essa composição era uma habanera, registrada como tango.
Pouco depois, a maestrina Chiquinha Gonzaga comporia a polca Atraente.
No catálogo de 1912 da extinta gravadora Columbia há a informação de que Chiquinha (Francisca Edwiges Neves Gonzaga; 1847-1935) foi quem criou “o verdadeiro tango brasileiro”.
Em 1877, com 14 anos de idade, Ernesto Nazareth compõe sua primeira música: a polca Você bem Sabe, que Arthur Moreira Lima, entre outros artistas, registraria num LP de 1975 para o extinto selo Marcus Pereira.
Pouco mais de 200 composições formam o repertório autoral de Nazareth, o Rei do Tango, desaparecido em 1934.
Em 1899, Chiquinha volta ao cenário musica com a primeira marchinha de carnaval: Ó, Abre Alas, gravada integralmente somente em 1971, pelas irmãs Batista.
A gravação do lundu de Xisto Bahia é o marco da formação da indústria fonográfica no Brasil.
De lá para cá, milhões de títulos musicais foram gravados...
No início da segunda década do século passado surgem os trios instrumentais.
O canto em duo vem antes, no início dos anos de 1910, com Os Geraldos.
Bahiano foi o segundo artista a formar dupla profissional, com uma certa Senhorita Consuelo...
O primeiro trio vocal pode ter sido formado por Mário Pinheiro, Eduardo das Neves e Edmundo André. Para gravação em estúdio, pelo menos.
E por aí segue a nossa música, até os anos 30.
Os anos de 1930 e 1940 no Rio de Janeiro foram os anos dos grandes conjuntos musicais, como Bando da Lua, Anjos do Inferno, Quatro Azes e um Coringa, Namorados da Lua e Quitandinha Serenaders.
Pixinguinha, nos 30, andava à frente da Orquestra Diabos do Céu.
No começo dos 40, surge na capital de São Paulo o Demônios da Garoa.
Em pouco tempo, o Demônios superaria a todos os outros conjuntos musicais de sua época, pela maneira engraçada e original de tocar e cantar.
Aí, talvez, ainda more o segredo de tanto sucesso e longevidade.
Os shows de lançamento do livro Pascalingundum! Os Eternos Demônios da Garoa, ocorridos no último fim de semana no teatro do SESC Pompéia, em Sampa, comprovaram plenamente o talento do grupo, hoje o mais antigo em atividade profissional ininterrupta do mundo.
Bom, pascalingundum para todos nós!

3 comentários:

Augusto Paim disse...

Só pra dizer que acompanho sempre teu blog e aprendo muito com ele.
Abraço e parabéns pelo trabalho!

Muricio Moretto disse...

Olá Assis Angelo, existe alguma previsão para quando o seu livro sobre os Demonios chegará nas livrarias?Estou aincioso para comprar!Muito Obrigado. MM

Assis Ângelo disse...

bom dia, augusto.
vou tentar escrever com mais frequência.
abs,
assis

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