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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O PEQUENO PRÍNCIPE, PARA TODAS AS IDADES

Ontem as 11 assisti no mezanino da estação Santa Cecília do Metrô de São Paulo, ao lado do amigo Nestor Amazonas, do Brasil Leitor, o filme Alô, Alô, Terezinha!, de Nelson Hoineff. Depois fui ver a exposição O Pequeno Príncipe, na Oca. Ao cair da tarde, corri para entregar a Hermeto, no camarim do Auditório Ibirapuera, um exemplar do Dicionário Gonzagueano de A a Z, de minha autoria, chancelado pelo GTT Grupo Trends Tecnologia, do querido Paulo Benites. Nesse livro, inseri um depoimento tomado dois anos atrás do “mago das Alagoas” sobre o rei do baião, Luiz Gonzaga. Daí a razão. Ontem ainda, com a noite já chegando cheia de frio e chuva, fui com Andrea e as crianças aplaudir o próprio Hermeto e Hamilton de Holanda e Quinteto no palco externo do Auditório.
O filme é um barato e importante, do ponto-de-vista documental.
As chacretes imbuídas da santa vaidade humana, falaram e falaram até de passados íntimos elas falaram. Houve até quem dissesse ter abusado de Chico Buarque, que estava na ocasião bebinho, bebinho da silva e, por se achar nesse estado, não deu conta do recado.
Hahahaha.
Ponto pro filme.
Houve quem dissesse também que abusou de Simonal, de Garricha e de outros e outros.
De Roberto Carlos? Não, não. De Roberto, não.
Mas dos braços das chacretes não escapou nem o velho guerreiro, como era chamado o animador de auditório e humorista pernambucano, de Surubim, Abelardo Barbosa, o Chacrinha.
Alguém lembrou que Jerry Adriano foi quem mais deu alegria às meninas do Chacrinha, o que melhor se saiu.
O filme é interessante inclusive por trazer imagens impagáveis dos programas do Chacrinha, apresentados ora pela TV Tupi, ora pelas TVs Excelsior, Globo e Bandeirantes.
Recomendado, nota 10.
A estréia comercial de Alô, Alô, Terezinha! será nesses dias.
A mostra O Pequeno Príncipe é bonita, mas apresenta algumas falhas imperdoáveis, como o som ambiente inaudível, esquisito, e o preço salgado da visitação. Pontos positivos: os textos informativos sobre a trajetória do francês filho de conde e de uma duquesa conhecido no mundo todo por Antoine de Saint-Exupéry, piloto de guerra (título de um dos seus livros) desaparecido no mar do Mediterrâneo, e os originais de seus desenhos e escritos para o livro famoso, o mais lido no mundo depois da Bíblia. Podem-se ver ainda na Oca edições do livro em quase 200 idiomas: inglês, francês, norueguês, italiano, japonês, grego, russo, indiano, tailandês, turco, árabe, alemão, latim, coreano, persa, espanhol, hebraico e até zulu.
O Pequeno Príncipe é livro para ser lido em todas as idades, sempre. Recomendado inclusive para misses, cujas idades eu nunca soube de fato: elas não envelhecem. Será que são anjos ou princesas?
Exupéry esteve em andanças pelo Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Natal...
Em Florianópolis, era chamado de Zé Perry, viu Marco Zanfra?
Zé Perry pela dificuldade que os nativos da ilha tinham de pronunciar o seu nome.
Bom, os shows de Hermeto Pascoal são sempre incríveis, fantásticoss. São imprevisíveis como ele, que ora canta, ora fala e toca instrumentos diversos: flauta, piano, o que lhe cair nas mãos. Ontem não foi diferente no Parque do Ibirapuera. Hermeto, que conheço desde os anos 80, brincou com as pessoas, fez a platéia cantar e repetir suas palavras.
Hermeto?
Incrível, um gênio.
Ah! Faço uso da capa de uma edição de O Pequeno Príncipe em árabe, para homenagear seu fã brasileiro mais ardoroso, Peter Alouche.
....................
ROLLING STONE
Vocês já viram/leram a nova edição da revista Rolling Stone, a que está nas bancas? Traz a relação das 100 melhores e mais conhecidas músicas de autores brasileiros, escolhidas a dedo por gente do meio. Chico Buarque, com Construção, ficou em 1º lugar. Asa Branca, assinada por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, ficou em 4º. Escrevi texto a respeito, e também sobre outras músicas apontadas pelos jurados, entre os quais me acho.
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GRANAJA VIANA
De Selma Martins, recebo:

Amigos queridos,

Vejam e chorem diante do horror das fotos que vocês
poderão ver acessando www.granjaviana.blogspot.com.br
Até quando esses empreendedores gananciosos vão
Agredir a mãe natureza.
Até quando eles praticarão crimes ambientais e sairão ilesos?
Ajudem-nos a dizer NÃO a tudo e a todos que eliminam da
nossa sofrida São Paulo o pouco do verde que nos resta.
A Granja Viana agradece, São Paulo agradece, o Brasil
Agradece, o Planeta agradece.

7 comentários:

Marco Antonio Zanfra disse...

Você diz que ele era chamado de Zé Perry "viu, Marco Zanfra?" como se eu não soubesse? Eu moro vizinho do Campeche, meu amigo, onde fica o campo de aviação onde ele pousava seu aviãozinho do correio. Aliás, a praia do Campeche tem referências a ele, incluindo sua avenida principal, que se chama Pequeno Príncipe.

Dapraia.net disse...

Ah, no Campeche moram meus amigos desde os anos 1960 Fernando e Janice... MAs passei só pra dar um abraço no Assis e dizer q tenho um álbum do Hugo Pratt sobre o Éxupery q certamente não estava na exposição... Falando nisso, tá na hora do véio Lua ganhar uma HQ q o homenageie à altura. E como fica o Dia do Forró esse ano? Abração, mestre (Max Krichanã)

Assis Ângelo: disse...

Olá, marco,
Olá, max.
Claro, com relação a vc, Marco foi uma provocação, mas sem essa provocação jamais eu ficaria sabendo que o Max tem amigos no Campeche, hahaha. E bom é saber que nossa iniciativa junto à deputada Erundina para criar o Dia Nacional do Forró não foi em vão, pois há quem se lembre disso como vc, Max. Estamos engendrando coisas bonitas em torno do véi Gonzaga. É esperar pra ver. Fico feliz em tê-los rodeando o blog. Obrigado.

Nina disse...

Olá, Assis, tudo bem? Estou fazendo uma reportagem com o grupo Demônios da Garoa e queria falar com vcs sobre eles. Estou atrás do seu livro mas não o encontro pra comprar. Estamos aqui correndo com a matéria, então se vc puder entrar em contato, agradeço, meu telefone é 3034 3839 e email nina@editoramol.com.br

Obrigada!

rodrigo disse...

Fala carinha beleza?
Meu amigo, como trabalhamos algum tempo juntos, aprendi a decifrar suas frases nas primeiras leituras nos textos. Bom, estava lendo a Rolling Stones sobre as 100 músicas e quando comecei a passar os olhos sobre Luiz Gonzaga pensei comigo: - conheço essa estrutura - pois é, realmente, estava certo quando vi quem assinou aquela resenha e várias outras entre as 100 mais.
Assis, parabéns e continue sempre este Maluco denfensor da cultura popular entre tantas outras capacidades que estão com você.
É muito bom ter você como amigo!
Um grande abs do Rodrigo Assis.

Delfino Coelho disse...

voltando à vaca fria, novo emprendimento na Granja Viana faz cair ao chão milhares de arvores. Enquanto esse pessoal que assina estas autorizações prá lá de criminosas não afundarem nas enchentes resultado da grande devastação no estado de S.Paulo as coisas vão continuar assim, já que infelizmente quem manda é insensível porque não existem leis rigorosas de proteção ambiental ficando aos sabores políticos e com suas "compensações ambientais" tiram de onde querem e poem aonde querem (tiram as grandes e plantam as pequenas sabe-se lá aonde)

Dapraia.net disse...

Opa, BLZ, mas quero ir ALÉM, se vc. claro, puder viabilizar, e PARTICIPAR ehehe Saudações nordestinas !!! (Max Krichanã)

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