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domingo, 24 de outubro de 2010

OSWALDINHO, O PELÉ DO ACORDEON

Sem dúvida, é bom aniversariar.
Outro dia mesmo, eu aniversariei.
E gostei, levando em conta que eu estava decidido a não mais aniversariar, ou seja: a desaniversariar.
Cheguei até a dizer a pessoas queridas que eu não mais incorreria nessa repetição. E justifiquei, depressa: já estou nos cincoenta e tralalá. E perguntei: isso é motivo de festa?
A Andrea, minha companheira de tudo, de risos e raivas, de amor e brigas, respondeu, arguta: é. E justificou, pra meu espanto: não são tantos os que chegam a tanto.
E provocou: pergunte ao Niemeyer, que já passou dos cem...
Ixe!
A Clarissa caçula do peito, que estava por perto, olhou pra mim e piscou: viu?
Mas, enfim, outro dia eu aniversariei.
Foi no Mocotó, um restaurante pra lá de bom localizado na zona norte de Sampa, onde, mais uma vez, fui muito bem recebido pelo chefe de cozinha Rodrigo e seu pai José, pernambucano da safra dos quase quarenta.
Estive lá outras vezes, fora de aniversário.
Tomei umas coisinhas boas e comi outras coisinhas igualmente boas, feito um besta.
Estiveram comigo as minhas filhas e um dos meus filhos, o Francisco, todo pimpão, bonito, forte, cheio de vida e esperança, ao lado da sua companheirinha de vida, Kátia.
Um orgulho meu.
Orgulhos, os dois.
Foi nessa ocasião, aliás, no setembro passado, que conheci o meu segundo neto, Solano, que veio fazer companhia à Yara, filhos da Luciana.
Pois, pois, vejam o que dá cinqüenta e tralalá...
Faço este arrodeio todo para dizer dos setenta do Pelé completados hoje.
Legal, o mundo inteiro falando.
No caso, acho que todos nós deveríamos nos orgulhar desse cara.
Pelé levou o nome do Brasil às alturas, ao mundo todo.
Pra ele o mundo é uma bola...
Antes dele houve outros brasileiros que levaram o nome do nosso País à estratosfera, como Antônio Carlos Gomes, compositor brasileiro de Campinas, SP, considerado o maior compositor operístico das Américas.
Depois dele, teve o mineiro Ary Barroso.
Depois, o carioca João Gilberto.
Antes, o rei do baião Luiz Gonzaga...
...Vocês já ouviram o inventor do bepop Dizzy Gillespie interpretando o maracatu Pau de Arara, de Gonzaga-Guio de Moraes?
Incrível!
É gravação do começo dos 60, infelizmente nunca trazidas à estas bandas em quaisquer formatos.
Pois, pois.
Bem, quero dizer que é bom aniversariar.
Pelé fez hoje 70.
Eu em setembro, 50.
Ontem um colega repórter do jornal A Tribuna telefonou perguntando o que acho de tantas homenagens em torno de Pelé.
Eu disse o óbvio: que todos temos de bater palmas pra ele, um ser especial, um cara exemplar.
Eu não sou exemplar e particularmente não gosto muitos dos exemplares. Pelé, porém, é diferente.
Pelé não é gente, Pelé é um deus.
Ele incrível, um personagem único que a vida não repetirá jamais.
Recomendo, agora, uma coisa: assistam ao filme Pelé Eterno, de Aníbal Massaini... E o recomendo com propriedade, pois sou, nele, no filme, o consultor musical. E lá está Jackson do Pandeiro abrindo a fita cantando Pelé...

Eu disse anteontem, aqui neste espaço, que iria assistir à performance do amigo Oswaldinho do Acordeon, que se faria, como se fez, acompanhado do maranhense arretado Zeca Baleiro no Canto da Ema, do compadre Paulinho Rosa.
Fui.
E foi muito bom, e dancei feito uma carrapeta.
Tomei água de coco, pois faltou o uísque da minha preferência: Old Par...

Falei de Pelé e dos 70 anos de Pelé, que o mundo hoje todo comemora, para dizer o seguinte:
- Oswaldinho é o Pelé da sanfona.
O Brasil está bom,não está?
E a minha confiança é por um País cada vez melhor.
O nome disso, hoje, é Dilma.
Postado por Assis Ângelo: às 23:23 0 comentários Links para es

7 comentários:

Blog do Tiné disse...

Passei meia hora fazendo um comentário e não consegui enviar. É um tal de pedir senha, letras, etc., que me enrolei todo.
Mas eu dizia - no comentário - que essa linguagem coloquial está de arrepiar. Boa como o quê. É uma mistura de Campina Grande com Caruaru.
Até me lamentei de não ter ido a tal show de Zeca Baleiro e Oswaldinho, que merecidamente pode ser chamado de O Pelé da Sanfona.
Tô de acordo também com o posicionamento anti-Zé.
Um abraço,

Flávio Tiné
flavio.tine@gmail.com
tine@estadao.com.br

Anônimo disse...

Olá, Meu Caro Assis Ângelo!! Tudo bem? Sou incondicionalmente seu fã. Também tenho um blog e, às vezes, falo de nossas coisas aqui do NORDESTE. Falando em aniversário, hojé é meu aniversário. Faço 4.8 e acho que depois dos entas comemoração só de 10 em 10 anos.
Nesse seu artigo você fala que João Gilberto é carioca. Ele não é Baiano não? Pelo que sei ele é natural de Juazeiro na Bahia, beradeiro como eu.
Parabéns pelo seu trabalho!!
O endereço de meu blog é http://nailsondeoliveiramoura.blogspot.com/
e o seu blog já está linkado ao meu.
Um abraço,

Nailson Moura
nailsonoliveiramoura@yahoo.com.br

Nailson Moura disse...

Olá, Meu Caro Assis Ângelo!! Tudo bem? Sou incondicionalmente seu fã. Também tenho um blog e, às vezes, falo de nossas coisas aqui do NORDESTE. Falando em aniversário, hojé é meu aniversário. Faço 4.8 e acho que depois dos entas comemoração só de 10 em 10 anos.
Nesse seu artigo você fala que João Gilberto é carioca. Ele não é Baiano não? Pelo que sei ele é natural de Juazeiro na Bahia, beradeiro como eu.
Parabéns pelo seu trabalho!!
O endereço de meu blog é http://nailsondeoliveiramoura.blogspot.com/
e o seu blog já está linkado ao meu.
Um abraço,

Nailson Moura
nailsonoliveiramoura@yahoo.com.br

assis angelo disse...

é carioca, nailson, não vê a batidinha do violão?

Júbilo Jacobino disse...

Só para dizer a tempo que também sou corajoso igual a você e afirmo que o Brasil está bem e que a Dilma é a solução de continuidade mais benéfica possível.
Abraços e "bom Dilma"

Hominescencia disse...

Grande mestre Assis Angelo,
Aqui é seu amigo e discipulo Claudio Sá. Saudade de voce. preciso falar com voce, mais rapido possivel.mande seu telefone: claudio.sa@sumare.edu.br ou claudio_diniz@hotmail.com.
Devo ir dar aula nos EUA e quero conversar contigo.
abs

Rita disse...

Êta texto bunito, sô. Minino, é uma beleezaa!
Rita

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