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segunda-feira, 21 de março de 2011

NADA A VER: ESTADOS UNIDOS E DEMOCRACIA

Que importância teve a presença do baracobama ao Brasil?
Nenhuma, porém perigosa.
O cabra chegou aqui todo pimposo, seguindo as suas normas, como sempre, e ouvindo, aparentemente atento, o Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, o diacho olhou pra Dilma e com um gesto largo, de dono da casa, a fez adentrar no palácio planaltiano...
Meu Deus!
Antes se esperava que fizesse um “pronunciamento ao povo brasileiro”...
Mas alguém da sua equipe lembrou a tempo que lá, na Cinelândia, ele correria o risco de ter apenas alguns gatos pingados a lhe bater palmas.
E isso não pegaria bem.
O governador Sérgio Cabral até disse e os jornais publicaram:
- Rei aqui é o Roberto Carlos. Barak Obama é bem-vindo, mas 500 mil (de público) só o Roberto Carlos.
Truco!
E qual a saída?
O Teatro Municipal ora, com seus dois mil lugares e atenção garantida.
Quando um artista é pouco conhecido, diz a sabedoria midiática: é recomendável que faça show em teatro pequeno.
Quando o escritor é pouco conhecido, é recomendável que lance livro em teatro pequeno.
Quando o artista é grande é recomendável que se avalie o local onde pretende se apresentar...
E lá foi o baraco ao Teatro Municipal.
Nos bastidores: o ministro Guido Mantega, da Fazenda, pulou fora evitando ouvi-lo.
Edison Lobão, de Minas e Energia, também.
O mesmo o fez Aloizio Mercadante e Fernando Pimentel, de Ciências e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, respectivamente, ressentidos pelo tratamento dispensado pelo visitante.
Motivo da dor?
Foram barrados no baile.
Noutras palavras: foram constrangedoramente revistados por espécimes de pouca sensibilidade do norte da América que quebraram simplesmente um acordo de não-revista a ministros com a Casa Branca.
Mais uma vez fomos ridiculamente humilhados pelo Tio Sam. E aqui mesmo em casa, o que é mais grave.
E para provocar, o baracobama ainda citou como glória brasileira Paulo Coelho.
Temos Augusto dos Anjos, Guimarães Rosa...
Mais um detalhe que a história mostrará constrangedor: enquanto conversava com a presidenta Dilma no Palácio do Planalto, baracobama recebia um bilhetinho de um de seus homens que resultaria na decretação de guerra à Líbia. E ele rindo...
O Brasil se absteve quinta na ONU de votar a favor da invasão ao território de Kadaffi, ao lado da China, Índia, Rússia e Alemanha.
Pelo menos isso.
Cachorros grandes se entendem, mas morte a civis nunca.
Viva Cornélio Pires!

ALLTV
Foi legal o papo na allTV, sexta, com o colega jornalista Patrício Bentes (foto). Falamos um monte de coisas legais sobre o Brasil popular.

2 comentários:

Tatiana disse...

baraco, que barraco!

Anônimo disse...

Assis, foi um grande encontro entre vc e Bentes. Eu vi e quem não viu não sabe o papo gostoso que perdeu.

Francisco Martins
www.agenciafm.blogspot.com

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