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terça-feira, 1 de março de 2011

POIS É, UM LIVRO SOBRE INEZITA BARROSO

Um colega de jornal me pergunta por que resolvi escrever um livro infanto-juvenil sobre Inezita Barroso.
Simples, respondi: porque até agora ninguém se capacitou a escrever livro nenhum sobre ela; e ela, Inezita, é simplesmente uma grande brasileira, uma grande estudiosa do nosso folclore, uma grande cantora, intérprete; atriz de cinema, apresentadora de rádio e televisão.
Para quem ainda não sabe: o seu Viola Minha Viola está ininterruptamente no ar há três décadas através da TV, canal 2, da Fundação Padre Anchieta.
Nas manhãs de sábados, a Rádio Terra, de São Paulo, apresenta O Programa da Inezita; outra jóia que deve ser apreciada por todos quanto gostam do que é bom.
E como se não bastasse, ela, Inezita, é uma pessoa incrível; um exemplo muito bonito de cidadã, respeitadora das gentes e culturas; uma guerreira, como digo nos versos abaixo que escrevi, em sextilha, e que o amigo José de Ribamar Viana, o Papete, acaba de musicar para um clipe que já, já estará por aí:

O Brasil tem muita gente
A começar pelo Sudeste
Desde Inezita Barroso
E até cabra da peste
Tem causos de Trancoso
Revividos no Nordeste

Cantar o que se canta
É uma coisa bem bonita
Que nos faz acreditar
Na riqueza infinita
Deste Brasil brasileiro
Da talentosa Inezita

Viva Inezita Barroso
Essa grande brasileira
Que por si própria se fez
Uma rainha violeira
A cantar as coisas nossas
Tal e qual uma guerreira

Papete, meus amigos, também um belo exemplo de cidadão brasileiro, artista de invulgar talento, é tido por meio mundo como um dos maiores percussionistas do planeta.
A sua história também é comprida.
Maranhense de Bacabal, safra de novembro de 47, estreou em disco (LP Berimbau e Percussão) em 1975, via Marcus Pereira. De lá para cá, e após andar se apresentando pelo mundo todo, a sua voz e instrumentos se acham em dezenas e dezenas de discos.
O LP que ele, Papete, gravou com Toquinho, em 1982, é primoroso.
E o que dizer, então, do DVD (capa acima) que os mesmos Papete e Toquinho gravaram na Suíça, em 1983?
Viva o Brasil!
Diante disso, já não era tempo sobrando de alguém publicar um livro sobre essa extraordinária mulher/artista?
Pois, pois, quinta 3 estarei na Livraria Cortez, ali na Rua Bartira, autografando A Menina Inezita Barroso.
Claro, ela, a menina, estará lá conosco comendo bolo e bebendo guaraná das boas; e todos nós a aplaudindo por tudo quem tem feito, e pelos 86 aninhos que completará no dia seguinte.
Vamos lá engrossar o coro, junto com o Regional do programa Viola Minha Viola liderado pelo violeiro Joãozinho?
Ah! Diz o Papete:
- Se Inezita tivesse nascido nos Estados Unidos, o mundo todo já teria tomado conhecimento da sua bonita história.
Ao dizer isso, perdoem a minha gabolice, lembro o trompetista Winton Marsallis dizendo na minha cara redonda da Paraíba:
- Se você tivesse nascido na minha terra, você teria todas as condições de escrever o que escreve a respeito do seu País.
Fiquei mudo, sem saber como rebater essa fala.
Marsallis é de Nova Orleans e considerado um dos maiores do mundo no seu instrumento.
Viva Inezita Barroso!

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