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sexta-feira, 8 de abril de 2011

INEZITA, KLÉVISSON E ITAMAR BORGES NO RADIO

Muita coisa tem sido dita ao meu respeito, como esta:
- Assis é defensor da cultura popular, da cultura brasileira.
A cultura do País não precisa de defensor. Ela por si só existe e por si só se perpetua.
É importante que a vivamos.
Só isso.
É maravilhosa a nossa cultura, especialmente a do povo, a popular, essa que o tempo nos revela desde que o tempo é tempo.
O estudioso e amigo que Deus levou Luís da Câmara Cascudo me disse muitas vezes nas conversas em sua casa, em Natal, que a formação de um bom cidadão passa necessariamente pelo conhecimento do que faz o povo anônimo da terra.
Faz-se necessário, pois, que se estude a cultura popular, e que esse estudo vá direto à escola, à petizada.
Antes de mostrarmos a cultura de outros povos, é importante mostrarmos a riqueza cultural do País.
Como gostar do País se nada ou quase nada dele conhecemos?
Nesse ponto, estamos a descoberto.
É preciso ensinar.
É preciso mostrar o que se faz culturalmente nas nossas cinco regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Temos música de ritmos vários e danças tantas, folguedos etc.
Tenho procurado mostrar a nossa riqueza cultural através dos programas de rádio e TV que apresento, e também através dos meus textos neste blog e também nos livros que publico, como no mais novo A Menina Inezita Barroso, pela Cortez Editora; e também através do programa de rádio O Brasil tá na Moda, pela Trianon todos os dias, entre 14:30h e 15 horas, ao vivo.
Hoje, por exemplo, encerrarei a série Inezita Barroso, no ar desde segunda passada.
No estúdio, muita gente que tem o que dizer como o cearense Klévisson Viana, cordelista incrível e não menos incrível desenhista.
Klévisson é uma bomba sempre prestes a explodir em idéias e ações.
Agora mesmo ele está com uma obra fantástica prestes a ser editada, Santuário Brasileiro - 10 Santos do Imaginário Popular, resultante de parceria com o artista plástico Tarcísio Garcia.
O cordelista escreveu e o artista desenhou uma história de santos que estão na boca do povo: Santa Briguilina, São Nunca, Santo de Casa, Santo de Barro, Santo do Pau-Oco, Santo Remédio, Santa Paciência, Santo do Dia, Santa Ignorância e Todo Santo. Ele diz:

Todos crêem no Santo Dia
Que é santo poderoso
Tem a Santa Ignorância
Que castiga o vaidoso
E o famoso Todo Santo
Que é muito pesaroso.

E um pouco mais adiante, escreve Klévisson:

Para baixo Todo Santo
É quem sempre presta ajuda
Uma âncora na cintura
Sua figura não muda
Precisar de Todo Santo
É sempre um Deus nos acuda.

Lá pelo meio do texto, desenvolvido em sextilhas, escreve o cordelista:
Rogo a Santa Paciência
Que me dê disposição
Perseverança e coragem
E amor no coração
Pois a mesma é padroeira
Da sonhada perfeição.

Os últimos versos do Santuário Brasileiro, obra que nasce clássica, são estes:

Baseado no folclore
Eu escrevi este artigo
Porém para sua vida
Lhe dou um conselho amigo
O meu avô já dizia:
“Creia em Deus que é santo antigo”.

Comigo também estarão o ex-gerente de políticas públicas do Sebrae em São Paulo, Silvério Crestana, e o deputado estadual de Santa Fé do Sul Itamar Borges. Claro, falaremos de cultura popular, política e economia.
A cultura popular é a identidade do povo.

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