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quinta-feira, 19 de maio de 2011

INEZITA, UMA GUERREIRA DE ESPADA NA MÃO

Outro dia a menina Inezita Barroso, personagem central do livro homônimo, de minha autoria, que acaba de ser lançado pela Cortez Editora, sentiu uma coisinha esquisita entre o peito e os pulmões.
Precavida, ela foi direto ao Sírio Libanês junto com o sobrinho Marcelo.
Conversa vai conversa vem com seu médico, a sugestão salutar: ficar de repouso por uns dias, que tal?
E assim foi.
Hoje, com saudade de remedinho sem gelo e água de coco, fui vê-la para um dedo de prosa.
E ô prosa boa!
A menina é boa de briga sô, sabiam!
Não esmorece nunca nos papos de amigo.
Ela é uma revolucionária incrível, no modo de ver e viver a vida.
E disse, com aquele sorrisão bonito entremeado de gargalhada estampado no rosto que Deus lhe deu e que todos nós conhecemos e gostamos sempre:
- Já nasci assim, com uma espada na mão.
Através dela, fiquei sabendo que a Dilma - sim, ela mesma! - também ficou no Sírio por um tempinho rápido, horas talvez; umas 48, e saiu porque o quarto que queria, o do Zé Alencar, ex-vice do ex-Lula, estava ocupado.
“Fofoca de enfermaria” justificou a menina, com aquele sorrisão maroto da menina Zitinha, barulhenta no pensar e no agir.
E conversa vai conversa vem, revelou:
- A próxima gravação do (programa) Viola será sobre São João. Vou convidar o Valdeck com seus mamulengos e a Anastácia, o que você acha?
Achei ótimo.
Valdeck é o de Garanhuns, e Anastácia é a Rainha do Forró que teve um de seus LPs produzidos nada mais nada menos pelo rei do baião, Luiz Gonzaga.
Foi o único disco, aliás, que o Rei produziu em toda a vida.
Nos fins dos anos de 1970, Inezita fez uma curta temporada no Teatro João Caetano, do Rio, com Gonzaga.
Tenho procurado o teipe dessa temporada feito um louco, em vão.
Mas Inezita está feliz, e isso é o que importa.
Ela e o seu público adoraram o último Viola, de domingo passado, especial com Chitãozinho & Xororó.
Os dois irmãos, que começaram a carreira ligados nas modas de viola, foram ao programa à paisana, isto é: sem a parafernália eletrônica que habitualmente os acompanha.
E foi bonito, sim.
O programa será reprisado no próximo sábado, ali pelas 20 horas.

PS - a foto que ilustra este texto foi feita hoje no final da tarde, por Darlan Ferreira. As flores que levei para a Rainda da Moda foram cultivadas em Itapeva, SP, e têm o nome de campânula e origem da Europa e Sibéria. São lindas e cheirosas. Aguando-as bem, duram muito.

O BRASIL TÁ NA MODA
- Amanhã no programa que apresento todos os dias na rádio Trianon AM 740, que pode ser acessado também pela Internet, entre 14h30 e 15 horas, inaugurarei atração especial: uma roda de choro, ao vivo, com Marcel Martins (cavaco), Allan Abbadia (trombone), Tiganá (percussão) e Samuel (violão 7 cordas), além do clarinetista André Parise, que está lançando o CD Língua BRasileira. O programa é reprisado diariamente às 4h30 do dia seguinte. Só não o ouvirá quem for besta ou surdo.

Um comentário:

itamarak disse...

Assis, bela foto

Você visitando a Grande Dama , me senti ao lado de vocês dois...
Desejo tudo de bom para a querida Inezita e que volte logo para o seu magnífico prograna de TV que eu sempre vejo aqui em Brasília, domingo de manhã, no Canal 2.


J6o Oliveira

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