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terça-feira, 27 de setembro de 2011

DAS IRMÃS CELIA E CELMA À MINISTRA ANA DE HOLLANDA

Movimentei-me bastante nos últimos dias, por estas plagas de meu-Deus-do-céu. E nessas andanças me peguei entusiasmado batendo palmas para a dupla gêmea de artistas Ubá, Minas, Célia/Celma no lançamento oficial do novo disco de ambas: Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas, ocorrido na igreja do Calvário, ali em Pinheiros, com a presença sagrada de gente que de fato representa a vida, como Deus.
É um disco muito bonito, esse que digo.
Dizer que é muito bonito é pouco.
É incrível, pois nos enleva.
Lembrei dos meus tempos de coroinha, em João Pessoa.
E as duas estão ótimas, por que não dizer?
Principalmente no tocante à voz e à postura em palco.
A primeira voz (Celma) se soma com a qualidade da segunda (Célia).
Depois, fui jantar com as duas no Consulado Mineiro, ali na pracinha da Benedito Calixto, junto com José Severo.
Severo, companheiro da Célia, está prestes a mostrar ao Brasil - e ao mundo -, na grande tela, uma das últimas e significativas (redundância,né?) revoluções do Rio Grande do Sul, através do filme baseado num seu livro em duas partes, Senhores da Guerra.
Severo é uma espécie de relíquia da historiografia brasileira; jornalista de formação, homem de grandes méritos que merece com espontaneidade total respeito e referência da parte de todos nós.
Bom, tomei umas com ele e elas ainda depois na mesma mesa em que estávamos com o craque de olho e mente afiadíssimos, Paulo Caruso.
Amigo dos tempos de ontem.
E fui dormir.
A primavera, pois, me pegou assim, meio besta; dormindo.
Quando me dei conta, já estava me preparando, ao lado de Andrea e filhos, para uma esticada a São Luiz do Paraitinga, a uns cento e tantos quilômetros da capital de Sampa.
É uma cidade fantástica Paraitinga, habitada por uma gente pra lá de bonita, receptiva e briosa, que acaba de sair de uma tormenta com altivez.
Quem não se lembra de São Luiz de Paraitiga totalmente afogada, no último dia de 2010?
Almoçamos eu, Andrea e os menino no gostosíssimo restaurante Sol Nascente, da descendente japonesa Alice. 
Recomendo.
Em Paraitingfa me encontrei, por acaso, com a ministra Ana de Hollanda.
Ana, cuja fala e ideias levei outro dia ao programa O Brasil tá na Moda, acaba de sair de um temporal e continua serelepe, como São Luiz de Paraitinga.
Encontrei também, lá, um cara que há muto não via, desde o século passado: Luiz Egypto, velho companheiro das páginas do extinto Folhetim, encarte dominical disputado à época da Folha de S.Paulo.
E ele, Egypto. ligado, ligadíssimo, à cultura popular.
Fiquei maravilhado.
Ele a ver com o compositor e maestro Elpídio dos Santos, nome que deveria ser mais lembrado.
Levá-lo às escolas é uma obrigação do governo, acho.
Elpídio nasceu em 1909 e partiu para a eternidade no dia 3 de setembro de 1970.
Ele deixou uma obra extensa e bonita, gravada por intérpretes de qualidade, como Cascatinha & Inhana; e, ultimamente, por Renato Teixeira, Fafá de Belém e Almir Sater.
Em São Luiz de Paraitinga há um instituto com o seu nome.
Ainda é pouco...
Depois, hoje, folheando para catalogação revistas aqui no meu acervo, aos meus olhos pulou a foto que ilustra este texto, extraído da extinta revista O Cruzeiro, do paraibano Assis Chateaubriand.
Desafio vocês a identificar quem nela se acham.


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