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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CÉLIA E CELMA, ANTÔNIO SEVERO E ONALDO QUEIROGA

As mineirinhas irmãs Celma e Célia aniversariaram ontem. A elas fui de encontro bater palmas e tomar água de coco, misturada com o frio que caracteriza o mês. As duas estavam felizes como o gaúcho jornalista companheiro de Célia, José Antônio Severo, animado com o término das filmagens de longa metragem da história que conta no livro Os Senhores da Guerra sobre o conflito armado de grandes proporções ocorrido em 1920 no Rio Grande, hoje esquecido no País e que durou menos de um ano, como a Guerra dos Paulistas, em 1932.
Entre uma bicada e outra num coco de Minas, safra das antigas, Severo desandou a contar histórias incríveis e belas. Algumas envolvendo ele próprio como personagem dos tempos áureos de reportagem para a extinta Realidade, revista que marcou época pelo calibre do talento de ouro dos craques que a compunham, como Audálio Dantas.
Severo, digamos, foi uma espécie de kamikaze a serviço do bom jornalismo brasileiro. Entre suas façanhas, uma se destaca: pular de paraquedas sem treino devido e pilotar avião idem, sem brevê.
“Eu era”, ele se minimiza “uma espécie de sertanejo no meio da bossa nova”.
E cai na risada, justificando poética e filosoficamente:
“Voar no espaço infinito é uma brincadeira muito gostosa”.
O Vandré, que ouve música no roncar dos motores dos aviões, iria também gostar de ouvir isso...
Como companheiro dos pássaros Severo pode servir hoje, mas não para o jornalismo que se faz.
E eu digo, provoco, e ele ri:
“Nos envelheceram (no jornalismo) antes do tempo”.
Ele responde, meio desconversando:
“Fui especialista em dar manchetes”.
A história desse José é muito rica.
Aliás, ele é história.
Sua participação, por exemplo, na entrevista histórica com o manda-chuva de Cuba Fidel Castro, em 1990, para o programa Roda Viva, o mais importante da TV Cultura, ao lado de Viola Minha Viola e Sr. Brasil, foi excepcional.
Uma pérola.
Está na Internet.
A fala fluindo entre nós e ele contando que o sonho de um certo Funaro era ser pianista.
Funaro treinava noite e dia e aí chegou o câncer, que chegou pra Dilma, que chegou pra o Lula.
Funaro - poucos sabiam e sabem - tocava no anexo do Dacon, prédio bonito e muito conhecido em São Paulo, endereço de novela do SBT assinada por Walcyr Carrasco (acho que Cortina de Vidro).
Corria o ano de 1985.
Fisioterapia, careca, toca etc.
Funaro famoso, economista, milionário, empresário, ex-secretário do governo paulista etc., mas sonhando ser pianista, reconhecido como tal etc.
E até que tocava bem, garantia o músico profissional Antônio Adolfo.
Conclusão:
A arte salva pobres sem futuro e destino e até milionários.
E a pergunta que se faz é: agora com câncer, o que pensa Lula?

MÚSICA NAS ESCOLAS
- Há muito falo sobre a necessidade - e importância - de a música brasileira voltar a integrar o currículo escolar.Uns três ou quatro anos atrás estive encerrando um seminário sobre o assunto no Congresso Nacional, em Brasília. Deixei pauta sobre isso. A Roseana, não tenho certeza, pegou a deixa e mandou ver: fez aprovar projeto obrigando as escolas inserir a matéria no currículo. Aqui, o ponto. O telefone tocou há pouco e atendi. Era meu amigo Darlan Ferreira informando que o Jornal Nacional de hoje iria encerrar com essa notícia. Dito e feito, pá bufo! Que bom. A matéria já vale pro ano que vem.

ONALDO QUEIROGA
- O meu amigo juiz da Comarca de João Pessoa Onaldo Queiroga também acaba de telefonar. Diz que está em Sampa e que o frio o impede de sair do hotel. Vou agora mesmo vê-lo, pr amatar saudade da terrinha.

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