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domingo, 1 de abril de 2012

LEMBRANDO A ZEBRA DE 64 E O 1º DE ABRIL

Num dia como o de hoje, só que uma quarta-feira, o Brasil acordou em rebuliço, com tanques, soldados armados e cavalos nas ruas marchando contra civis.
No rosto das pessoas, medo e incerteza.
Um dia antes, João Goulart, o Jango, era deposto por pretender dá à luz a reforma agrária, assumir as refinarias de petróleo e tabelar os aluguéis.
No lugar dele assumiu, por 15 dias, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli.
Duas semanas depois, Mazzilli era substituído pelo marechal Castello Branco.
Com esse movimento era instalada a ditadura militar, que durou até 15 de janeiro de 1985, quando o mineiro Tancredo Neves foi escolhido presidente da República por um Colégio Eleitoral.
Detalhe: no governo parlamentarista (1961-62) de Jango, Tancredo foi Primeiro-Ministro.
O resto se sabe.
Hoje, no poder, se acha uma mulher que ajudou o País a voltar ao Estado de Direito: Dilma Rousseff.
Que o Brasil jamais volte ao Estado de Exceção.

DIA DA MENTIRA
Hoje, 1º de abril, é O Dia da Mentira ou dos Bobos, cujas origens remontam à França do século 16.
Boa parte do mundo brinca com essa data.
Muita gente já pagou "mico" nesse dia.
Personagens "mentirosos" aparecem em toda a história da literatura erudita e popular, como Seu Lunga, real, no Ceará; e, entre tantos, o fictício Pantaleão Pereira Peixoto, velho fazendeiro que tinha na mulher, Terta, a grande atestadora de seus incríveis feitos.
- É mentira, Terta? – perguntava em determinadas situações o seu criador, o humorista Chico Anysio, a sua dengosa, submissa e conivente amada.
E ela:
- É não...
Na Alemanha do século 17 surgiu o Barão de Münchhausen, mentiroso que só!
O cordelista Henrique César Pinheiro escreveu em sextilhas:

Existe gente na Terra
Sem ter credibilidade.
Mas os três priores sujeitos
Da triste modalidade,
Ganham de qualquer outro
Com muita facilidade.

Compõem essa trindade:
O bêbado, o torcedor,
Todo e qualquer político
Que engana seu eleitor.
Não torço mais este time
É o diz o perdedor

O bêbado de ressaca
Faz promessa ao criador
Que nunca mais vai beber
Na cabeça muita dor
O mundo inteiro girando
E ele tomando Anador.

Político pior raça
Que há na face da Terra.
Uma raça desprezível
Não vale que o gato enterra.
Promete como sem falta
E o eleitor só se ferra.

Após ganhar eleição
Do povo logo se esquece.
As promessas de campanha
Já não mais lhe apetece.
É esperar nomeação
E curtir o que merece.

Já o pobre torcedor
Não tem qualquer curtição.
Quando o seu time perde
É aturar a gozação.
E esperar outro jogo
Pra esquecer a frustração.

O diabo do cachaceiro
Espera passar ressaca.
Entra logo num boteco
E a velha cachaça ataca.
Não está nem preocupado
De encarar a jararaca.

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