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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A SECA ATINGE DE NOVO O NORDESTE

Nova tragédia humana e social está abalando a vida nordestina.
Até o Maranhão, que estava fora do chamado Polígono das Secas, agora está sendo atingido.
Dos 1.794 municípios da região, quase o total dos 1.989 do semiárido, está sem chuvas.
Só no sertão da Bahia, não chove há um ano e tanto.
A previsão de água das nuvens no solo ardente de lá é setembro.
Tragédia das brabas, meu senhor e senhora; catástrofe real silenciada pela maioria dos meios de comunicação.
São curtas e de minutos as notícias que saem aqui e ali, pois feiura - dizem especialistas - não vende jornal e nem dá audiência.
Enquanto isso, o povo sofre os males na terra provocados pela falta d´água.
A primeira notícia de seca no território nordestino data de 1583 e durou cerca de dois anos, obrigando índios a deixarem o sul da Bahia em busca de abrigo, água e comida junto aos fazendeiros.
Entre 1692 e 1693, a seca levou a peste à Capitania de Pernambuco.
Muitos mortos, índios principalmente.
Em 1709 e nos dois anos seguintes foi a vez de o Maranhão sentir na pele os horrores da seca.
O Ceará e o Rio Grande do Norte foram atingidos violentamente pela falta d´água em 1720 e 1721.
Em 1932, enquanto São Paulo lutava por uma nova Constituição, o Estado do Ceará era praticamente dizimado pela seca. Nesse ano, o poeta popular Patativa do Assaré compôs A Morte de Nanã, um poema capaz de arrepiar o mais insensível dos seres.
Entre 1951 e 1953, o sol sem chuva queimou quase tudo que se bulia no sertão do Nordeste.
Porém, talvez a mais grave e prolongada de todas as secas na região tenha ocorrido entre 1979 e 1984, quando morreram 3,5 milhões de pessoas, a maioria crianças.
À época havia 62% de crianças de 0 a 5 anos sofrendo de desnutrição aguda no Nordeste, segundo a Unesco.
Mas a seca é cíclica, por isso previsível.
E se é previsível dá pra acabar com ela, não dá?
Enquanto isso, os escândalos políticos-financeiros se sucedem...
O novo caso - e isso ainda dá Ibope - tem como estrela o anapolino Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que começou a ser mirado pelos holofotes do horário nobre em 2004.
É chuá demais, não é?

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