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sexta-feira, 8 de junho de 2012

AINDA GERALDO VANDRÉ, AGORA NUM FILME

O Que Sou Nunca Escondi, que acabo de assistir, é um filme de 54 minutos dirigido por Alexandre Napoli e Helena Wolfenson, de 2011, sobre a existência e trajetória do personagem da música brasileira Geraldo Vandré, criado pelo paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nos começos dos anos de 1960, em São Paulo, como certa vez ele disse em entrevista que publiquei no dia 17 de setembro de 1978 no extinto suplemento dominical Folhetim, do jornal paulistano Folha de S.Paulo.
Essa entrevista pode ser conferida no news letter Jornalistas&Cia
(http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular02.pdf)
Esse documentário tem importância por mostrar pontos de partida para melhor compreensão, no futuro, do polêmico personagem que um dia fez o Brasil cantar pelo sonho de tempos melhores.
Artistas da nossa música, como Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte, que integraram o Quarteto Novo, criado por Geraldo para acompanhá-lo nas suas apresentações País a fora, são valorosos; como valorosos são também os depoimentos de Jair Rodrigues, intérprete de Disparada no II Festival da MPB, promovido pela TV Record em 1966, e do maestro Júlio Medaglia, um dos mais criativos e presentes arranjadores de obras do tempo dos festivais de música popular.
Há alguns senões, no documentário.
Vandré, por exemplo, não deixou a música para trabalhar como advogado.
Outro: não são de modo algum emblemáticas a moda de viola Disparada e a guarânia Caminhando ou Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores, classificada em 2º lugar no III Festival Internacional da Canção, em 1968.
Disparada chama a atenção para alguém que chega de longe com ideias de mudança.
Caminhando, também; mas a sua mensagem vai além, levando a quem a ouve a repensar a história.
Ao lado dos protagonistas citados, eu digo também lá minhas bobagens.
Eu e o cantador mineiro Téo Azevedo fizemos uma música em lembrança de Vandré. Quem a interpreta é o cantor Emídio Santana. Clique:
Ah, sim: melhor do que não rodar um documentário, é rodá-lo.

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