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segunda-feira, 18 de junho de 2012

HOJE É DIA DE SÉRGIO RICARDO

O mariliense João Lutfi, que o Brasil todo conhece pelo pseudônimo de Sergio Ricardo (aí ao lado, em foto comigo no começo dos 90), está completando hoje 80 anos de idade.
Sérgio é um dos mais completos artistas brasileiros.
Ele praticou e ainda pratica um monte de profissões, entre as quais a de ator, instrumentista, locutor de rádio, cantor, compositor, roteirista e diretor de cinema.
Dentre seus filmes, talvez o mais conhecido - e aplaudido - seja A Noite do Espantalho, de 1974.
O primeiro que ele fez - um curta de 35 mm - data de 1962 e ficou em 2º lugar num festival realizado em San Francisco, Estados Unidos. Título: O Menino da Calça Branca.
Em 1964, ano do golpe que torturou, matou e fraturou o pensamento civil do País, Sérgio, a pedido de Glauber Rocha, compôs em 20 minutos a trilha sonora do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol.
Uma façanha, não?
Isso ele nos disse em 2008, durante encontro em que debatemos música, comportamento e política.
O encontro intitulado 1968: Cenas da Rebeldia, concorrido, ocorreu no Centro Cultural do BNB, em Fortaleza.
Como profissional da música, Sérgio Ricardo começou substituindo Tom Jobim numa casa noturna no Rio de Janeiro.
No disco, pela extinta RGE, ele estreou cantando a toada Vai Jangada, de Geraldo Serafim e Newton Castro, e o samba canção Sou Igual a Você, de Alcyr Pires Vermelho e Nazareno de Brito, em setembro de 1957.
Zelão, um de seus sambas mais famosos, lançado pela Odeon, foi gravado pela primeira vez, e por ele mesmo, no dia 31 de março de 1961.
Um dos momentos polêmicos e marcantes da vida de Sergio ocorreu na conturbada noite de 21 de outubro de 1967, durante a realização do III Festival da Música Popular Brasileira, no extinto Teatro Paramount, em São Paulo, quando sob uma tormenta de vaias ele transformou seu violão em cacos e o jogou à plateia em turbulência.
Parabéns, Sérgio, mais 80 procê.

CHICO SALLES E SOCORRO LIRA
Ontem fomos assistir Chico Salles na casa de espetáculos paulistana Traço de União, ali no bairro de Pinheiros. Ele cantou bem e com desenvoltura um repertório cativante, recheado de sambas, forrós e xotes. Lá para as tantas, a conterrânea Socorro Lira, que acaba de ser escolhida pela banca do 23º Prêmio de Música Popular Brasileira como Melhor Cantora Regional - regional, que diabo é isso? -, subiu ao palco pruma canja e mandou ver cantando toada e coco, ao lado de Chico. Nota 10! A produtora cultural Andrea Lago fez o registro fotográfico, como se vê aí embaixo.

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