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terça-feira, 16 de outubro de 2012

CADÊ A NOSSA MÚSICA POPULAR?

O samba carioca desceu os morros e desapareceu no asfalto.
No seu lugar ficaram o funk e as UPPs, Unidade de Polícia Pacificadora – surgida para acabar com o tráfico e traficantes de drogas.
Em todo o País, as lojas de discos estão se acabando.
Onde anda a boa música brasileira, a nova e a de sempre?
Vez ou outra eu me deparo com CDs que dão para ouvir com gosto, como Choros nºs 1, 4, 6, 8, 9 de Villa-Lobos pela São Paulo Symphony Orchestra, conduzida pelo maestro John Neschling; Bachianas Brasileiras nºs 7, 8, 9 pela mesma orquestra, regida por Roberto Minczuk; Valsas e Retratos, com Izaías e Seus Chorões & Quintal Brasileiro; Osvaldinho da Cuíca; Dia de Graça, com Graça Braga; Imbolê, com Beto Brito e mais um ou outro aqui, ali, nestes tempos modernosos e bicudos em que Teló – hein? – é convidado para participar do especial de fim de Roberto Carlos.
E quem o convidou?
Roberto, meu caro, Roberto...
Ultimamente tem saído uma enxurrada de discos com repertório da obra de Luiz Gonzaga e seus parceiros.
Nessa enxurrada tem aparecido também uma série de músicas em referência/reverência ao Rei do Baião.
Dele, Gonzaga, e em homenagem a seu nome: Gonzaga, rei do baião.
Mas a maioria do que ouvi até agora, uns trinta, são – diga-se de passagem – de baixo calibre; isto é, de qualidade questionável.
Otimista, aguardo, porém, novidades em torno do centenário de nascimento do Rei.
Mas tem saído umas coisas até boas, como Saudades de Gonzagão, de Israel Filho (no destaque, ao lado) ; Flavinho de Lima Canta Luiz Gonzaga; Abrindo o Baú, de Luiz Gonzaga, de Adelmario Coelho; 100 Anos de Gonzagão, de Jorge de Altinho; Gonzaguiano nos Oito Baixos, de Luizinho Calixto; e uma coletânea – tinha de ser! – reunindo em torno da obra de Luiz Gonzaga os manos Caetano e Gil, Gal, Elba, Bethânia, Alceu, Amelinha, Dominguinhos, Carmélia Alves e Quinteto Violado, entre outros craques da judiada MPB.

FILME
Hoje, às 21 horas, tem pré-estreia do filme Gonzaga – De Pai Pra Filho, de Breno Silveira.
Estarei lá.

LUA DO SERTÃO
Um baiãozinho que fiz com o amigo Oswaldinho do Acordeon, para o Rei do Baião.
CLIQUE:

Um comentário:

Versos diversos disse...

ESCOLA DO SAMBA
Carlos Silva

Quem é que não gosta de ver a morena faceira
Jeitinho bonito, mexendo as cadeiras
Na roda do samba ou num batucar?

Quem é que fica parado ao som do cavaco,
Do surdo, pandeiro, não é brasileiro
Tá aqui de passagem mas aprende a sambar.

Quem nunca subiu lá no morro e não conhece a favela
Só sabe o que é samba lá na passarela
Quando chega o carnaval.
O samba é força é raça é charme é graça
É batuque na pra praça é a historia que um dia
O nosso povo escreveu.

A cabrocha o malandro de branco o boêmio na rua
Saudando Noel, Adoniram, Pixinguinha, Geraldo Filme e Cartola
O samba desceu lá do morro invadiu o asfalto
Pisa firme esse chão que é seu de fato
Pois o samba é nossa escola

Quem nunca subiu lá no morro e não conhece a favela
Só sabe o que é samba lá na passarela
Quando chega o carnaval
O samba é força é raça é charme é graça
É batuque na pra praça é a história que um dia o nosso povo escreveu

O nosso povo escreveu o nosso povo escreveu o nosso povo escreveu

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