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terça-feira, 30 de outubro de 2012

ZÉ RAMALHO E O FIM DO MUNDO

Clique, pequeno registro do que foi o espetáculo estrelado por Zé sabado passado no Credicard Hall:
Aquela terça-feira 30 de outubro de 1945 amanheceu trazendo no seu bojo uma certeza: Getúlio não era mais o mandachuva da Nação e se achava exilado em sua própria terra, São Borja, no Rio Grande do Sul.
Mas até que isso ocorresse, como consequência de um movimento revoltoso levado avante por generais de seu próprio Ministério, muito tempo se passou.
Passou precisamente o tempo de 15 anos e 1 mês.
Mas ele reassumiria o poder no dia 31 de janeiro de 1951 e da história só sairia de vez na madrugada fatídica de 24 de agosto de 1954, quando, pressionado pelos opositores, à frente Carlos Lacerda, resolveu dar um tiro no peito.
Antes de Lula, Vargas foi o mandatário mais admirado pelo povo que, aliás, o levou de volta, nos braços, ao poder pelo voto direto.
Ele foi o 14º presidente do Brasil.
E foi também o presidente mais cantado em verso, prosa e música até hoje.
Entre os cantores que emprestaram a voz para dezenas de composições em seu louvor se acham Sílvio Caldas, Nélson Gonçalves, Moreira da Silva, Nuno Roland, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo, Jaime Redondo, Francisco Alves, Jorge Goulart, Chico Buarque, Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho...
Alguns títulos em que ele aparece como personagem e os períodos em que esteve à frente das decisões do País, incluindo o Estado Novo:
- Harmonia, Harmonia!, de Hekel Tavares e Luiz Peixoto (1929).
- Comendo Bola, de Hekel Tavares e Luiz Peixoto (1929).
- G e Gê (Seu Getúlio), de Lamartine Babo (1931).
- A Menina Presidência, de Nássara e Cristóvão de Alencar (1937).
- Glórias do Brasil, de Zé Pretinho e Antônio Gilberto dos Santos (1938).
- E o Negócio é Casar, de Ataulfo Alves (1941).
- O Sorriso do Presidente, de Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro (1942).
- Brasil Brasileiro, de Sebastião Lima e Henrique de Almeida (1942).
- Diplomata, de Henrique Gonçalez (1943).
- Aí! Gegê, de João de Barro e José Maria de Abreu (1950).
- A Voz do Povo, de J. B. Carvalho, que comporia também o samba Avante Brasileiros (1950).
- Retrato do Velho, de Marino Pinto e Haroldo Lobo (1951).
- Ministério da Economia, de Geraldo Pereira e Arnaldo Passos (1953).
- Trabalhadores do Brasil, de Silvino Neto (1953).
- Se eu Fosse Getúlio, de Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior (1954).
- Ele Disse, de Edgard Ferreira (1956).
- Hino a Getúlio Vargas, de João de Barro (1958).
Getúlio também foi muito paparicado pelos poetas improvisadores ao som de violas e de bancada, como são chamados os cordelistas; entre esses Rodolfo Coelho Cavalcanti, Antônio Teodoro dos Santos, Delarme Monteiro da Silva, Francisco Sales e Manoel d´Almeida Filho, autor de Encontro do Presidente Tancredo com o Presidente Getúlio Vargas no Céu, folheto em que Vargas diz a Tancredo:

Você sabe que deixei
O País passando bem
Criei as leis trabalhistas
Os institutos também
Para que o povo não fosse
Mais escravo de ninguém

Criei o salário mínimo
Por todos obedecido
Somente uma vez por ano
Ficou estabelecido
Era a primeiro de maio
O aumento concedido

FIM DO MUNDO
Esse também é um tema muito apreciado pelos cordelistas.
O que está ocorrendo hoje nos Estados Unidos da América seria um “sinal” de que de fato estamos nos últimos dias do fim dos tempos?
Quem viver verá.

ZÉ RAMALHO
O profeta Zé Ramalho também gosta de abordar o assunto.
E ele foi incrível e certeiro ao descrever na canção Eternas Ondas, de 1982, o triste cenário provocado por um tsunami de muitos metros pra cima que engoliu mais de 300 mil pessoas na Ásia e África, em 2004. Clique:
Tomo conhecimento da adoção de mais um livro de Roniwalter Jatobá, pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Esse aí.

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