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domingo, 11 de novembro de 2012

A SECA SECA E MATA

Foi não foi eu conto aqui o que me contam e que nem sempre sai nos meios de comunicação, incluindo as tão faladas redes sociais.
Anteontem mesmo eu disse que mais uma vez a terra seca está ardendo em fogo e alimentando a miséria no Nordeste da minha vida, que vai do Rio Grande do Norte ao Maranhão.
Hoje, a Folha traz notícia a respeito.
Diz que há pelo menos 50 anos não havia seca tão brutal como a que hoje dizima sem dó a tão maltratada esperança do povo nordestino.
Eu sou de lá, da Paraíba.
Pelo menos 70% da população da minha terra vivem hoje em estado de penúria, em situação de emergência total, humilhada por políticos que, a conta gotas, lhes mantém atrelada ao cabresto.
Rios de dinheiro do Planalto continuam sendo, porém, enviados pra lá e se perdem no caminho.
É a indústria da seca centenária ainda em vigor, a todo vapor.
Enquanto isso, o gado morre de sede e o povo sofre e morre doente.
Enquanto isso aumenta o número de famélicos.
Enquanto isso uns partem para outros ventos em busca de melhoria, tal e qual o poeta do Assaré diz nos versos de A Triste Partida, eternizados pela voz do Rei do Baião.
Ouça:
http://www.youtube.com/watch?v=r-8rsqTJi-0&feature=fvst

E ouça também Vozes da Seca, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas:
http://www.youtube.com/watch?v=b8FLaNdOGs8

BODEGA BRASIL
Ontem à tarde estive batendo palmas para o cantor e compositor piauiense Jorge Mello, no Bodega Brasil. O cabra tocou, cantor e fez poema de improviso, aos moldes dos repentistas nordestinos.
Arrasou.
Na foto, amigos que eu não via há tempo.
Jorge é o terceiro, da esquerda para a direita.

PUC/SP
Amahã, às 9 horas, estarei discorrendo sobre a vida e obra do rei do baião, Luiz Gonzaga. na Pontifícia Universidade Católica, ali em Perdedizes. Entrada franca.

VIOLÊNCIA
No Nordeste, a violência ataca sob a marca da Seca.
Em São Paulo, a terra escolhida pelos retirantes de que fala Patativa do Assaré, a violência ataca sob a marca do PCC, sigla em que se escondem os celerados cangaceiros dos tempos atuais. De ontem pra hoje, mais um caminhão de gente foi assassinada.
Enquanto isso, ass autoridades dizem que tudo está sob controle.
Então, tá.

Um comentário:

Júbilo Jacobino disse...

Amigo Assis, obrigado pela presença na Bodega do Brasil e muito mais pelas gentis observações a respeito de como podemos fazer para melhorar as coisas. Vindo de você qualquer risco é Francisco, como dizia meu avô.

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