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sábado, 2 de fevereiro de 2013

E AÍ, VOCÊ GOSTA DE MÚSICA CAIPIRA?

O que tem a ver Adão e Eva com Luiz Gonzaga e Cornélio Pires?
E Roberto Carlos com Tonico e Tinoco, hein?
E Shakespeare com Luís da Câmara Cascudo?
Foi no campo e não na cidade que se originou um tipo de cultura – musical, inclusive – a que chamamos grosso modo de caipira, com variantes noutros lugares e países.
Caipira como se diz ainda em São Paulo é o homem simples, sem estudos formais, mas de uma inteligência fora do comum, em extinção.
Há caipira negro, branco e caboclo.
O negro descende de escravos; o branco, de bandeirantes; e o caboclo, de brancos e índios.
Os africanos nos trouxeram o jongo e outros ritmos.
O samba carioca tem influência do jongo.
Mas, enfim, os meios de comunicação, satélites etc., a mecanização e os hábitos modernos em geral levados ao campo, à roça, à vida rural, têm contribuído enormemente para o fim do caipira e tradição, incluindo a fala ou dialeto, riquíssimo.
Muitas vezes o termo caipira, derivado do tupi, é usado de modo pejorativo como, aliás, matuto também o é no Nordeste; e capiau ou catrumano, em Minas.
À música caipira, também chamada de música do interior, deu-se o acréscimo de “raiz” para distingui-la nos tempos atuais da música sertaneja ou “sertanoja”, na expressão do radialista Moraes Sarmento.
No campo da música caipira ou sertaneja há ritmos e gêneros diversos, como catira ou cateretê de origem indígena, toada, recortado, moda de viola etc.
Tonico e Tinoco (CLIQUE abaixo, nas linhas azuis) formaram uma das duplas mais autênticas da música caipira.
Luiz Gonzaga, por sua vez, levou à discografia brasileira o baião, o forró, o xaxado e o xote, entre outros gêneros originalmente rurais.
Agora deixo pra você responder as perguntas lá de cima, senão eu as responderei mês que vem em palestra na Fundação Cultural Ema Gordon Klabin, ali no Jardim Europa.

http://www.youtube.com/watch?v=V3Ep-bLUTOk
http://www.youtube.com/watch?v=pwJRxc8lF9k
http://www.youtube.com/watch?v=WzlR9UnXD9U

PS - A foto que ilustra este texto foi feita durante a gravação do CD Assis Ângelo Apresenta Inéditos de Capitão Furtado e Téo Azevedo, em 2008.

3 comentários:

Marco Antonio Zanfra disse...

Taí: eu gosto de música caipira, mas detesto o "sertanojo"!

Anônimo disse...

taí: você é um cabra pra lá de sensível e inteligente, por isso acaba de ganhar ainda mais o meu respeito. viva zanfra!

IDERVAL TENÓRIO disse...

O PEQUI- A CARNE E O TEMPERO DO NORDESTINO, PEQUI A MUSTURA QUE NÃO PODE FALTAR NO PRATO DO CARIRIENSE, EU DISSE MUSTURA COMO SE FALA LÁ NA SERRA , EM VEZ DE MISTURA, COMPLEMENTO PARA DÁ SABOR









Nascido na Serra do Araripe Ceará-Pernambuco, fui batizado e embebido com esta deliciosa fruta, a carne do sertão, o tempo do Nordestino, o mais aromático fruto do Brasil, tão aromático que muitas vezes perduram por dias o seu cheiro nas suas mãos. O pequi para quem gosta como Eu, jamais sairá da memória, mesmo que o sujeito se encontre do outro lado do mundo, estará ele com o gosto e o cheiro do pequi sedimentado na sua mente.
Sou do Cariri Cearense, da Serra do Araripe, do Crato, do Exu do Bodocó e da minha querida Juazeiro do Norte, grande celeiro do pequi deste Brasil de meu Deus.
Viva o Pequi , a carne, o tempero e a mistura do homem do Nordeste, enquanto existir o Pequi , o homem do cariri não come Feijão puro.
Sou muito grato ao meu Pai, quando descia a Serra do Araripe ,parava nos pequizeiros e comprava dois ou três sacos de pequi, 600 a 800 frutos. Não ficava u amigo ou vizinho que não recebesse uma cesta do melhor Pequi do Brasil, o Pequi da Serra do Araripe, A Serra abençoada pelo Padre Cícero e pelos deuses da Natureza.

Um abraço e obrigado pela bela fotografia. Quem não conhece o Pequi, deveria conhecer.O bicho é gostoso.
Iderval Reginaldo Tenório


O pequi, fruto do pequizeiro, é nativo do cerrado brasileiro. É muito utilizado na culinária da região Nordeste, Centro Oeste e norte de Minas Gerais. De sabor marcante e peculiar, o pequi é consumido cozido, puro ou misturado com arroz, frango. Da polpa pode se extrair também o azeite de pequi, um óleo usado para condimento e na fabricação de licores. Na língua indígena, pequi significa “casca espinhenta”.

De cor verde, quando maduro, possui em seu interior um caroço revestido por uma polpa macia e amarela, a parte comestível. O pequi pertence à família das cariocáceas, pode ser encontrado em toda a região Centro Oeste (considerada a capital da fruta), nos estados de Rondônia, Minas Gerais, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, visto que somente em Goiás podem ser encontradas todas as espécies. A frutificação ocorre entre os meses de setembro e fevereiro.

O pequi faz parte da culinária goiana há séculos, desde o início do século XVIII, nas antigas vilas de Meia Ponte (hoje Pirenópolis), e Vila Boa (cidade de Goiás). Por ser rico em óleo insaturado, vitaminas A, C e E; fósforo, potássio, magnésio e carotenóides; sua ingestão previne tumores, problemas cardiovasculares e evitam a formação de radicais livres.

O consumo do pequi requer cuidado, em razão dos inúmeros e minúsculos espinhos encontrados debaixo da polpa. Assim, é indicado que se roa o caroço, lentamente, ao invés de mordê-lo.

Informação importante: uma unidade de pequi (aproximadamente 50g) possui 40 calorias.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

BRASIL, NÃO DEIXE O PEQUI MORRER, O PEQUI FAZ PARTE DO BRASIL E DO SEU POVO.

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