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domingo, 17 de fevereiro de 2013

TEM ALEMÃO NO CHORO

O Bar do Alemão (Avenida Antártica, 554, Água Branca), há muito tocado por seu proprietário Eduardo Gudin, inaugura amanhã uma roda de choro batizada de Tem Alemão no Choro, à frente os chorões Valdemar Gonzaga e Luís Nassif.  
A roda toma forma a partir das 21 horas.
O Bar do Alemão, por onde já passaram figuras imortais do samba e do choro, como Cartola, Nelson Cavaquinho, Toquinho, Vinicius e Márcia e Clara Nunes, entre outros, está completando 45 anos de existência. 
Eu vou estar presente lá, amanhã; Paulo Vanzolini, Théo de Barros e Luís Avelima (aí comigo, Théo e Gudin, no clique de Darlan Ferreira) também vão estar.
E você?
Acho que vale a pena ir, no mínimo para saber, se ainda não sabe o que é choro e suas origens, que datam da segunda metade do século 19.
Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior, que era flautista e funcionário público nascido no Rio, em 1848, um dia reuniu um grupo de amigos para tocar. E aí eles formaram um time musical que entrou para a história como O Choro de Callado.
A princípio, o grupo tocava lundus, modinhas, valsas e polcas, gêneros e ritmos da época.
Um dos clássicos do choro é Flor Amorosa, originalmente instrumental e depois letrada pelo poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense.
Callado morreu cedo, com 31 anos de idade.
Gudin, um paulistano da safra dos 50, iniciou a carreira profissional aos 17 anos, a convite ou provocação da Pimentinha Elis Regina, que o levou a se apresentar no programa O Fino da Bossa, em 1966. Dois anos depois, ele foi classificado num festival de música da Record, junto com Chico, Caetano e outros nomes que se tornariam famosos.
Sua discografia chega à casa das 300 composições gravadas e editadas, algumas delas compostas em parceria com Paulo Vanzolini, Paulo César Pinheiro, Elton Medeiros e Paulinho da Viola e gravadas por João Nogueira, Dona Inah, Clara Nunes e muito mais gente. 
É dele e de Paulo César o clássico E aí se Vão Meus Anéis.
Outro clássico é Velho Ateu, com Roberto Riberti, lançada por Beth Carvalho.

LIXO
E antes de Gudin chegar quinta aqui, Théo comentava irritado - e eu concordando - o incompreensível com o sucessos alcançado no mundo todo com a bobagem Ai se eu te Pego, de Teló. O pior é o mundo todo acreditar que isso é a música do Brasi. Teló: ai se eu te pego!

VIRADA CULTURAL
Você sabia que apenas cerca de 18% de cerca de R$10 milhões foram praticados comprovadamente na última Virada Cultural? E o resto pra onde foi, hein? E também que as atrações internacionais, 35, se apresentaram como "turistas"? Será verdade? Acho que não, mas a informação é da Ordem dos Músicos. 

VERÃO
Terminou ontem o horário de verão, que existe em vários países. Terminou o horário, mas não a estação que continua com chuvas, relâmpagos e trovoadas. Se chover mais como tem chovidos nos últimos dias, São Paulo se afoga e com ela todos nós. Se não todos, aumenta o desespero da população mais carente.

REDE
E a Marina Silva, hein? Acaba de criar um partido que não é de direita e nem de esquerda, "pois está à frente". À frente de quê, hein? Essa mesma história está explícita no partido do Kassab: nem é de esquerda nem de direita. Como um partido político pode existir sem idiologia, hein?

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