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terça-feira, 2 de abril de 2013

A BOA MÚSICA E O BAR DO ALEMÃO

O Bar do Alemão, ali na Avenida Antártica, 554, Água Branca, continua sendo um boníssimo ponto de referência entre os bares da capital paulista.
Ontem, como toda segunda-feira, à noite, a roda de choro estava mais do que perfeita com chorões, como Izaias, tocando e botando banca de verdade.
Uma beleza.
Lá para as tantas, chegaram o menino flautista Rafael d´Ávila, de 12 anos; Luís Nassif, Serginho Arruda, Barão do Pandeiro, Dudah Lopes e Gereba, com seu novo CD debaixo do braço: Luas do Gonzaga, que tem a participação de artistas de valor como Maciel Melo, Adelmário Coelho, Elba, Gil e Fagner.  
Aliás, foi no Bar do Alemão que uma vez, ainda no século passado, cheguei a um encontro com Fagner com atraso de duas horas.
Ele ficou uma arara, mas não dependeu de mim o atraso.
O culpado foi o trânsito da cidade.
O Bar do Alemão, hoje levado à frente por Eduardo Gudin, compositor e violonista dos melhores, autor de alguns clássicos como E lá se Vão Meus Anéis, com Paulo César Pinheiro, foi fundado em 1968.
Por lá passaram muitas figurinhas carimbadas da MPB, como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Carlos Liras, Celso Viáfora, Toquinho, Vinicius, Paulo Vanzolini, Baden Powell, Beth Carvalho, Elis Regina e Clara Nunes, entre outras.
Lá para as tantas perguntei a Nassif se ele enxergava alguma diferença entre o promissor menino Rafael e o menino Charles Gonçalves, que ele lançou em 1988 com 14 anos. “Nenhuma”, respondeu.
Viva os chorões de Sampa!

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