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terça-feira, 16 de abril de 2013

A MELHOR DUPLA VOCAL FEMININA DO PAÍS

Sambas, valsas, toadas, marchas, canções, xotes, baiões, modas de viola, cateretês, rasqueados e até cantos sacros fazem parte do eclético e excepcional repertório das mineiras de Ubá Celia e Celma, cantoras e atrizes com participação em filmes como O Viajante, de Paulo Cesar Saraceni, e na novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de 1990, na qual chegaram a fazer cenas ao vivo, cantando.
Elas são também artesãs, educadoras, apresentadoras de TV, colunistas de jornal, divulgadoras da cultura popular com LPs e CDs gravados desde o início da década de 1970 e, como autoras, ganhadoras do Prêmio Gourmand World Cookbook Awards (Pequim, 2006) pelo livro de culinária regional Do Jeitinho de Minas (Senac, SP, 179 páginas), que, aliás, acompanha um disco autoral delas com receitas musicadas, em 15 faixas, compostas em parceria com o músico e produtor musical Sérgio Turcão. 
O livro trás 165 receitas de bolinhos de chuva, tutu de feijão e vaca atolada, entre outras, todas típicas da culinária mineira.
A trajetória artística de Celia e Celma tem como ponto de partida o ano de 1957, quando se apresentaram em público pela primeira vez cantando num circo.
Tinham apenas cinco anos de idade, à época.
Logo depois elas passaram a atrações do programa A Hora do Guri da Rádio Educadora, de Minas.
As duas cresceram cantando no coral do Colégio Sacrè-Coeur de Marie, de sua terra, dançando quadrilhas juninas, acompanhando novenas, ouvindo histórias de Trancoso e cantadores de calangos e mestres de folias de reis e congadas tão comuns ainda em Minas.
Daí para a profissionalização foi um passo.
Celma tocava percussão – o que faz até hoje – e Celia, bateria.
Deixaram Minas e foram estudar no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, onde se diplomaram em Licenciatura Musical.
O catedrático Edson Carneiro foi quem lhes chamou a atenção para a importância e a riqueza do folclore brasileiro, o que fez com que jamais se desligassem das raízes da cultura popular.
A culinária elas aprenderam com a principal professora que tiveram: a mãe, que cozinhava em fogão à lenha.
O gosto pelas artes veio do pai, que era fotógrafo e tocador de bombardino da banda de música de Ubá.
O cantor Moacyr Franco e o pianista Luiz Carlos Vinhas, Miéle e Bôscoli foram os primeiros nomes famosos com quem trabalharam.
Muita água passou por baixo da ponte até vencerem um festival de música em Juiz de Fora ao lado de Clara Nunes com a música Mandinga, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial.
Antes de irem à China para receber o prêmio pelo livro de receitas culinárias regionais do ano, as duas cantoras fizeram uma temporada de seis meses no Japão, sempre cantando temas brasileiros.
Celma (1ª voz) e Celia (2ª voz) se constituem hoje na mais afinada dupla vocal feminina do País.
E estão com CD novo na praça: Lembrai-vos das Procissões e Devoções de Minas.
Quer saber mais?
Acesse o site 
No próximo dia 24, a partir das 19h30, as duas cantoras estarão conosco participando do Sarau Memória Brasil no Congresso Mega Brasil de Comunicação, no principal auditório do Centro de Convenções Rebouças, na capital paulista.

DIA MUNDIAL DA VOZ
Por ser hoje o dia que é, Mundial da Voz (World Voice Day), está em andamento a 15ª Campanha Nacional da Voz. Mas independentemente dessa iniciativa da Associação Brasileira de Fonoaudiologia, que tal cuidarmos sempre da voz, hein, que é o nosso principal instrumento de comunicação e encantamento? Uma dica: pimenta faz bem, como água de coco e menos gelados. Um conhaquinho também é bom, principalmente para quem canta profissionalmente. 
Está aí a contralto Inezita Barroso, ainda em forma, que não me deixar mentir. 
A música popular já teve um rei da voz: Chico Alves.
Viva Celia e Celma!

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