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domingo, 28 de abril de 2013

PAULO VANZOLINI NÃO ESTÁ EM CASA

O compositor Paulo Vanzolini está internado desde a última quinta 25 no hospital Albert Einstein, na zona Sul paulistana.
Ele deu entrada com um quadro de pneumonia preocupante e deixou a Unidade de Terapia Intensiva, UTI, ontem.
Está sedado e recebendo todas as atenções médicas e familiares.
As visitas estão proibidas.
Autor de obras-primas como Samba Erudito e Cravo Branco, praticamente desconhecidos do chamado grande público, ao contrário de Ronda e Volta Por Cima, Paulo Vanzolini fez 89 anos de idade exatamente no dia em que foi levado ao hospital por sua companheira Ana Bernardo.
A obra musical de Paulo é pequena, porém densa demais.
No dia 9 de janeiro de 2003 ele reuniu amigos e lançou o que considera a sua “obra completa”, reunida numa caixa com quatro CDs de 13 faixas, cada, que rapidamente se esgotou e nunca mais foi relançada ao mercado.
A seleção musical incluída na caixa (Acerto de Contas) foi feita por ele próprio e dela participaram Chico Buarque, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Martinho da Vila, Eduardo Gudin (aí na foto comigo e Paulo, numa prosa no Sesc-Santana em 2012), Inezita Barroso e Ventura Ramirez, entre outros.
Paulo nunca se considerou um compositor profissional.
Sempre disse que fez música por distração, e que Ronda – um dos clássicos da chamada MPB – é uma bobagem lançada em 1953, por sua amiga Inezita Barroso.
Provocador, sempre disse também que a gravação de Ronda feita por Inezita é uma bobagem.
Considera sua profissão, mesmo, a Medicina; principalmente um dos ramos dela, a herpetologia.  
Foi diretor do Museu de Zoologia da USP por muitos anos.
É PhD em Harvard.
Eu sempre gostei de beber e prosear com Paulo, e isso desde o começo dos anos de 1980, quando ele ainda continuava à frente do Museu de Zoologia da Usp.
Sai logo daí, Paulo!
O teu lugar não é hospital; é aqui entre nós, jogando conversa fora e botando cerveja pra dentro.
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