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terça-feira, 25 de junho de 2013

PASSEATAS E VANDRÉ

Ontem com o dia quase findo, e à boca da noite, Geraldo Vandré diz por telefone que acabara de sair de uma gripe danada; e que está fazendo muito frio na serra do Rio, onde mora.
Aqui em São Paulo também - eu emendo -, para ouvir dele a informação de que certamente vai demorar um bocado até voltar a dar as caras por cá.
Geraldo detesta o frio.
Entre uma amenidade e outra, pergunto o que ele está achando dessa movimentação toda que ora ocorre nas ruas do Brasil.
Com voz suave, mas firme, ele responde que não sabe de nada, que não está acompanhando a tal manifestação a que me refiro.
- O que acho? Não sei Ângelo...
Geraldo Pedrosa de Araújo Dias é um paraibano da capital João Pessoa, nascido no dia 12 de setembro de 1935. Formou-se em Direito, mas nunca fez uso profissional do diploma.
O que ele queria ser, mesmo, era profissional da música.
O primeiro disco, de 78 RPM, com os sambas bossa-novistas Quem Quiser Encontrar o Amor (dele e Carlos Lyra) e Sonho de Amor e Paz (de Vinicius e Baden), ele o gravou em 1961 e o lançou à praça, via RGE, em junho desse mesmo ano, portanto há 52 anos.
Não custa lembrar que o junho de 1961 chegou ao fim com o retrato do sul-mato-grossense de Campo Grande Jânio da Silva Quadros (1917-92) ocupando a capa da revista norte-americana Times (ao lado). Dois meses depois Jânio renunciaria ao cargo dando vez a seu vice, o são-borjense João Belchior Marques Goulart (1919-76), o Jango.
Jango foi apeado do poder pelos militares no dia 1º abril de 1964.
Entre as razões da sua queda, pode ser contabilizada a vontade de mexer na Constituição; no caso, para ampliar o direito de voto de quem não sabia ler nem escrever.
O caldeirão está fervendo com saques e pauladas, sem Caminhando nas ruas.
Mudar a Constituição para fazer reforma política, sei não...
Aliás, essa história de reforma política - como a reforma tributária - eu ouço falar desde quando eu estava à frente da editoria de política do jornal paulistano O Estado de S.Paulo, em 1988.
A Constituição vigente é de 1988, e é muito boa.
Enquanto isso, Vandré (acima, no clique de Peter Alouche) se exercita ao piano... Clique: http://www.jornalistasecia.com.br/edicoes/culturapopular02.pdf
RÁDIO
Daqui a três dias, o inventor do rádio, Roberto Landell de Moura, e a sua invenção, o rádio, serão tema de debate na Câmara Municipal de São Paulo.
Vamos?
 
MEMÓRIA BRASIL
Você conhece o Instituto Memória Brasil, IMB? Então, clique:

Um comentário:

Marco Antonio Zanfra disse...

Foi ler e imaginar o povo nas ruas, hoje, cantando 'Pra não dizer que não falei de flores' e alguém reclamando: 'Sem partido, sem partido!'

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