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segunda-feira, 1 de julho de 2013

OLÉ!

Se a Seleção Brasileira tivesse perdido o jogo ontem contra a Espanha, o mundo todo teria desabado sobre a cabeça de Felipão e seus comandados.
Mas a seleção Canarinho ganhou e ganhou bonito: de 3 x 0.
E aí?
Aí que andam dizendo que a vitória foi comprada pelo governo, para amenizar o clima de insatisfação política - e econômica - que hoje reina nas ruas, de norte a sul do País.
Ah! Vá...
Mas quero dizer o seguinte: gostei de ver os torcedores cantando à capela o Hino Nacional Brasileiro no Maracanã.
E os jogadores também.
Sim, foi bonito; e foi também bonito o canto coletivo de todos no estádio, num ato claro de “desobediência” à Fifa que nos impôs editar nove segundos para execução do nosso hino; ainda assim, de modo instrumental.
Ah! Vá...
E depois, então, Felipão respondendo em entrevista coletiva a um jornalista inglês, hein? Impagável:
- Antes de falar mal do meu país, olhe para o seu.
Nota dez!
Bom, foi num mês de julho como este que o mesmo Maracanã abrigou tristeza e alegria.
Corria o ano de 1950.
Era 13 de julho.
Naquela tarde, mais de 150 mil torcedores cantaram felizes a marchinha Touradas em Madrid, de João de Barro e Alberto Ribeiro.
Naquela tarde a Seleção Brasileira ganhou da Espanha por 6 x 1, com gols de Ademir (2), Jair, Chico (2), Zizinho e Silvestre Igoa.
Três dias depois, o Maracanã e o Brasil todo choraram a derrota para o Uruguai, por 2 x 1.
Touradas em Madrid foi gravada pela primeira vez por Almirante (Henrique Foréis Domingues; 1908-80), no dia 4 de novembro de 1937.
Depois pela Orquestra Odeon e Coro, no dia 13 de julho de 1938.
A terceira e última gravação dessa música em discos de 78 RPM foi feita em ritmo de fox, pelo pianista Francisco Scarambone, no dia 17 de abril de 1940.
E virou clássico do gênero.

Um comentário:

Jorge Beja disse...

Cursei o ginasial no Colégio São Bento, da Rua Dom Gerardo, Praça Mauá. Francisco Scarambone era o nosso professor de música. Era também pianista da Rádio Nacional. Adorava o professor Scarambone. O tempo passou. Me tornei advogado e pianista clássico. Como advogado, quis o destino que começasse na própria Rádio Nacional, em 1969, como repórter e redator. Depois de formado, fui alçado a advogado da emissora. Nunca abandonei o piano. E por 45 anos mais, advoguei sem parar, me tornei conhecido como advogado e continuei no piano. Hoje, não advogo mais e vivo tocando piano, dando modestos recitais em centors espiritas, igrejas, hospitais, presídios, praças públicas...em todos os lugares, levando um pouco de Liszt, Mozart, Chopin, Beethoven, Villa Lobos e outros célebres compositores a quem talvez nunca ouviram ou estejam ouvindo pela última vez. Tudo beneficente. Eu próprio levo meu piano de cauda Steinway. Tudo começou com FRANCISCO SCARAMBONE que vestia sempre terno branco quando ia dar aula no São Bento. Quando fui tralhar na Nacional ainda encontrei lá o maestro Chiquinho, Hélio do Soveral Rodrigues de Oliveira Trigo, Henriqueta Brieba, Amaral Gurgel, Domício Costa, Deisy Lucidi e seu esposo...e deles me tornei amigo. Todos já se foram (a Deisei acho que não). E da Eternidade intercedem a Deus por nós. Quem conhecer um descendente do professor Scarambone, por favor, repasse esta minha mensagem.
Jorge Béja
Advogado no Rio de Janeiro
Especialista em Responsabilidade Civil Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne)

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