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domingo, 14 de julho de 2013

SECA E OMISSÃO DO PODER

Em termos territoriais e populacionais, o Brasil ocupa o 5º lugar dentre os quase 200 países reconhecidos oficialmente pela Organização das Nações Unidas, ONU. Entre as capitais mais populosas, na casa dos 11 milhões de habitantes, se acha São Paulo, populacional e tecnicamente empatada com Pequim, Moscou e Guangzhou, no sul da China.
A nossa região Nordeste, que é formada por nove Estados, tem mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados e 53 milhões de habitantes, ou seja: quase ¼ da população do País.
Por esses parâmetros, e à guisa de curiosidade, no território nordestino caberia, com folga, a população dos 645 municípios de São Paulo, incluindo a capital. E também, ainda com folga, caberia a população inteira das quatro mais populosas cidades do mundo: Xangai, na China; Karachi, no Paquistão; e Nova Delhi na Índia, como Mumbai, que ocupa o 1º lugar nesse ranking.
Israel, politicamente definido como um Estado judeu e democrático, tem uma área total de 20.700 km2 e uma população aproximada de 7,5 milhões de habitantes às turras com os palestinos e outras gentes daquele mundo, o Oriente Médio.
E por que me refiro também a esse pequeno país de formação tão diversificada e em cuja capital, Jerusalém, nasceu Jesus Cristo?
Simples: por ele estar sendo visto, neste momento - e literalmente -, como a salvação da lavoura do Nordeste.
Os israelenses devem nos emprestar, em breve, a sua tecnologia de convívio com a estiagem permanente e, assim, melhorar a vida dos nordestinos nos seus 1.794 municípios, dos quais, hoje, mais de 1.400 estão com o solo seco, esturricado, esquecido – que Deus me perdoe - por Cristo.
Em cidades a exemplo de Anagé, BA, a 560 quilômetros de Salvador, não cai um pingo d´água de chuva há pelo menos três anos; e no semiárido todos os 1.135 municípios há muito foram afetados pela seca, levando tristeza e desespero aos seus mais de 22 milhões de habitantes, ou 12% da população do Brasil.
O ponto comum entre o Nordeste e Israel é a estiagem secular.
A diferença numa e noutra região é que lá, em Israel, o governo cumpre, e bem, o papel de suprir a falta d´água da população e dos animais com criatividade e zelo.
Aqui...
E cadê os olhos das ruas das grandes cidades que não enxergam a tristeza que provoca a seca, hein?
É preciso ver, falar, gritar, denunciar esse crime de omissão do poder Central.

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