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terça-feira, 27 de agosto de 2013

DOMINGUINHOS EM DISPUTA

Musicalmente falando, e com relação a outros países, posso dizer que o Brasil sempre foi privilegiado.
São milhares e milhares de artistas que engrandeceram e continuam a engrandecer o nosso País. E em todos os gêneros e em todas as áreas, do cinema ao teatro, da dança às artes plásticas etc.
Profissionalmente, o primeiro cantor a gravar discos no Brasil foi o baiano de Santo Amaro da Purificação Manuel Pedro dos Santos (1870-1044), chamado de Bahiano, com “h”, em 1902.
O primeiro sanfoneiro a gravar solo de sanfona no Brasil foi o italiano naturalizado Giuseppe Rielli (1885-1947).
Depois de Giuseppe, surgiram outros e outros, e grandes, como o gaúcho Moysés Mondadori (1895-1976), apelidado de Cavaleiro Moysé; e o mineiro Antenógenes Silva, que chegou até a tocar ao lado do argentino rei do tango, Carlos Gardel.
Também marcaram época Luiz Gonzaga, Sivuca, Orlando Silveira e tantos.
Dominguinhos (acima comigo no programa São Paulo Capital Nordeste, que por anos apresentei na Rádio Capital, em São Paulo) foi o mais fiel seguidor do Rei do Baião.
Após a sua morte, um quiproquó familiar armou-se em torno do seu espólio. Nem o desejo que alimentou de ter seus restos sepultados em Garanhuns, PE - a terra onde nasceu -, foi respeitado por um dos lados da família.
Fui perguntar ao craque do acordeom Oswaldinho o que achava disso, e ele:
- O que eu acho disso tudo é que perdemos uma pessoa muito querida. Querida para mim e para todo o Brasil. Independentemente de onde ele foi sepultado, em Recife. Que descanse em paz,. Os seus últimos meses de vida entre nós foram de muito sofrimento. O que mais me chamou a atenção nessa história foi a dimensão que o caso tomou na imprensa. Uma situação que já está estabelecida pela lei, supõe-se que foi uma resolução justa, mas o que pareceu foi que tentaram tirar vantagem do que ficou decidido. Aí, o pau quebrou...
A disputa pelo espólio de Dominguinhos envolve um dos filhos... 
- Mauro – conta Oswaldinho – eu conheci ainda rapazinho. Ele é uma pessoa pacata, trabalhadora, responsável e honesta. Quanto a Guadalupe, eu não posso ir além do que conheço. Desde quando ela era casada com Dominguinhos, e mesmo depois da separação dos dois (que já faz muitos anos), o meu convívio com ela nunca passou de encontros esporádicos em eventos ou shows.
Oswaldinho encerra as suas impressões sobre o caso Mauro x Guadalupe dizendo que não quer “agradar ou desagradar a ninguém”, pois é “amigo dos dois lados” e pede “a Deus que tudo se resolva dentro de um consenso de paz e justiça”.
“Consenso de paz e justiça” é tudo o que diz querer Mauro, o filho de Dominguinhos.
Não consegui falar com Guadalupe.

Um comentário:

Vick disse...

Assis, felizmente eu tive o prazer de conhecer o nosso mestre Dominguinhos, e pude ver de perto o quanto ele era um homem simples e muito atencioso, mas, o seu filho Mauro infelizmente eu não conheço, mas, pelo que li a seu respeito já deu para perceber que ele é um cara muito parecido com o pai, ou seja: MUito honesto e sincero, então, eu desejo que tudo se resolva pra ele da melhor forma possível, porque os bons e os justos sempre vencem. Um abraço e eu amo o seus artigos.

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