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quinta-feira, 15 de maio de 2014

CLEMILDA, GÉRSON FILHO, HELENNO BARROS...

Em 1953, o alagoano Gerson Filho já havia lançado seis músicas em três discos de 78 voltas pelo selo Todamérica quando, no ano seguinte, concorre a um contrato na rádio Guanabara participando de um concurso de calouros, Caminho da Vitória, no Rio de Janeiro, e ganha.
Onze anos depois, em 1965, na rádio Mayrink Veiga ele dá de conhecer uma conterrânea se iniciando na dura profissão de cantora de cantigas do povo. Seu nome: Clemilda, com quem se casaria logo depois e juntos ficaria até o final da sua vida, em 1994. Pois é, 20 anos sem Gérson!
Gérson era alagoano, da safra de 1928.
Depois de ajudar a popularizar o fole de oito baixos no Brasil desde o Rio de Janeiro, Gérson decide viver seus últimos anos ao lado de Clemilda, em Aracaju.
Hoje Clemilda, que fez enorme sucesso com músicas de duplo sentido, como Prenda o Tadeu, de 1985, se acha adoentada e há muito não se apresenta em público.
No próximo mês, de São João, ela será homenageada pelo Museu da Gente, da capital sergipana.
Viva Clemilda!
Para lembrar Gérson Filho e Clemilda, clique:
http://www.youtube.com/watch?v=Y5ITPRx9nAs
http://www.youtube.com/watch?v=1FNqRZgNjJ8

HELENO BARROS
O comerciante de secos e molhados, amante e seguidor de cantorias de poetas repentistas ao som de viola, Heleno Barros, paraibano da terra de Zé Marcolino, Sumé, despediu-se silenciosamente deste mundo na última segunda-feira.
Heleno estava internado no Hospital das Clínicas há alguns dias, sofrendo de problemas renais e à espera de um transplante de rins.
O seu corpo foi sepultado terça-feira no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo.
Ele deixa mulher e três filhos.Heleno Barros (aí ao lado numa foto feita mês passado, cá em casa) era uma pessoa tranquila, solidária e muito afável.
No dia 6 de abril, reunidos comemoramos o aniversário de uma das minhas filhas, Ana, junto com o cantador Sebastião Marinho, Osvaldinho da Cuíca, José Ramos Tinhorão, Darlan Ferreira, Geraldo Vandré, Roniwalter Jatobá, Aída, Andrea, Clarissa e Daniel. Na foto abaixo, Heleno aparece ao fundo, discretamente folheando um livro ao lado do violonista e compositor Ibys Maceioh.
 
JAIR RODRIGUES
Jair integrou um grupo de artistas que se deslocou de Sampa até Aparecida para ver de perto o papa Francisco na sua primeira vinda ao País. “Ele, sim, foi o cara”, lembra Andrea. Jair, segundo ela, era o mais alegre e brincalhão do grupo. E ele ria e cantava a música que pôs nas Paradas em 1964: “Deixa que digam/Que pensem/Que falem/Deixa isso pra lá/Vem pra cá” etc.
Agora, diz Andrea, “imagina esse mantra repetido e se transformando numa experiência místico-religiosa em plena basílica de Aparecida do Norte à espera do papa Francisco.
Pois foi assim, ao lado do Jair, nesse estado de graça franciscano, que todos nós, incluindo as cantoras Celia e Celma (acima, no clic de Andrea), recebemos o papa. Experiência linda”.

Jair partiu faz hoje oito dias. 

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