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sexta-feira, 9 de maio de 2014

O DIA EM QUE VANDRÉ CHOROU

http://assisangelo.blogspot.com.br/2011_09_01_archive.html
A moda de viola estilizada Disparada, do paraibano Geraldo Vandré e do carioca Theo de Barros (aí ao lado), foi o que se costuma chamar no meio artístico de carro-chefe do repertório musical do paulista de Igarapava Jair Rodrigues; mas podia não ter sido, caso o diretor do II Festival da Música Popular Brasileira, Solano Ribeiro, não tivesse apostado suas fichas em Jair desde o momento que seu nome lhe fora sugerido pelo compositor e instrumentista potiguar Hilton Accioli, do Trio Marayá, que, aliás, acompanhou Jair junto com o Trio Novo, que era formado por Theo de Barros, Heraldo do Monte e Airto Moreira.
Entre os parceiros de Vandré, o mais frequente é Hilton. Mas Vandré não queria que Jair defendesse a sua música no festival, por uma razão: não acreditava que ele fosse capaz.
E o resultado foi o que se viu: o empate histórico entre A Banda http://www.youtube.com/watch?v=VRlRIPSLeog, de Chico, e Disparada http://www.youtube.com/watch?v=VRlRIPSLeog.
Detalhe: São Paulo parou para acompanhar a disputa no Teatro Record, na rua da Consolação, 2036.
Ah! Sim: naquela noite de 10 de outubro de 1966 o durão Geraldo Vandré chorou de emoção e certamente pela injustiça cometida por sua falta de crença e sensibilidade contra Jair Rodrigues.
Jair morreu sem realizar o desejo de gravar um disco inteiro com músicas inéditas de Vandré.

Um comentário:

Anônimo disse...

Por que essas coisas acontecem? Foram 47 anos, 06 meses e 29 dias,a partir de l0/10/66. Se o Geraldo Vandré chorou de emoção é uma coisa,por não acreditar no Jair Rodrigues,outra. Por que não se encontraram para conversar. O Jair gravou com o Pelé, em carro aberto, o Vandré apareceu ultimam ente em apresentações de outros artistas. O Vandré continua compondo o Jair apresentou-se praticamente horas antes da partida. O que aconteceu?

Aloisio Alves

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