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segunda-feira, 21 de julho de 2014

SERTANEJOS & SERTANOJOS

Nivelado por baixo, este mundo globalizado de guerras e injustiças sociais tem servido para mostrar quão descabida - e ridícula - é a insaciável gula por grana de algumas figurinhas-chave do showbiz nacional.
Esse mundo a que me refiro, perigosíssimo, tem servido para glorificar seres situados abaixo da linha da mediocridade e desejosos de sucesso e dinheiro fáceis.
O nosso filósofo de plantão nas tardes e noites televisivas de domingo, Sílvio Santos, há muito tem espalhado o bordão que nos leva a crer que na vida “É tudo por dinheiro”, mesmo, ou nada feito.  
A realidade mais das vezes ultrapassa a perversidade e a ficção, transformando gente em coisas.
Agora mesmo, por exemplo, a TV Globo, através do programa Fantástico – só podia ser -, com 13'36'', anuncia que seguirá os passos de Michel Teló no seu desejo de contar a história da música sertaneja nas estradas Brasil adentro, mostrando que o nosso País mudou, virou sertanejo pop.
Que tal Teló como historiador musical, hein?
Sete entre dez músicas tocadas no rádio brasileiro em 2013 eram, dizem, de estilo “sertanejo”.
Mentira!
Música sertaneja é outra coisa e seus autores não atendem por Luan, Léo, Victor e tampouco por Michel Teló.
Essas músicas que invadiram o dial a custo de muito investimento financeiro são “sertanojas”, isso sim, de estilo “sertanojo”, de gosto duvidoso, de letras chulas e repetitivas, ou, segundo o imaginário popular, "música consola corno", chorosas, piegas etc.
Pois é, e este ano já são duas em três coisas dessas tocadas no rádio com o carimbo “sertaneja”, donde é de se concluir que o Brasil, sempre tão rico, está piorando em movimentos largos, em todos os sentidos.
E assim o Brasil vai perdendo sua identidade... E assim, a galope, o Brasil vai perdendo, infelizmente, a sua identidade.
“Quando chegou na nossa mão (Ai se eu te Pego), a gente falou: ‘cara, nós vamos fazer uma música simples, como ela é, mas fazendo a nossa batida’. O violão com levada de vaneirão, mais sertanejinho um pouco, a sanfona. São esses os elementos da nossa música sertaneja de hoje. Uma música caipira pop. Eu fui cantar em países que eu nunca imaginei um dia nem pisar, nem ouvi falar muito, tipo Croácia. Cantei na Rússia, cantamos na Holanda, Japão”, conta Michel Teló.
E lixo por lixo, uma curiosidade: a autoria de Ai se eu te Pego, lançado com estardalhaço por Teló há três anos, permanece até hoje disputada na Justiça paraibana por várias pessoas, entre as quais Karine Vinagre, Amanda Cruz e Aline Medeiros, supostas autoras do refrão que teria sido feito durante uma viagem aos Estados Unidos.
É muita criatividade, não é mesmo?
Essa coisa, que fez um sucesso dos infernos mundo a fora, foi registrada por Sharon Acioly e Antonio Dyggs, também supostos autores.
A proposta do Teló é contar a história da música sertaneja.
Então, tá.
E pensar que fiz isso em 1994, na série Som da Terra...
VOCÊ QUER SABER O QUE É MÚSICA SERTANEJA? Então, clique:
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Jornalistas&Cia - Edição 17

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