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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

FARO, BONI E NÉLSON RODRIGUES

A TV da Fundação Padre Anchieta tem uns programas muito bons, como o Roda Viva, Viola Minha Viola, Sr. Brasil, Ensaio e Móbile, sem falar dos documentários.
Ontem mesmo o Móbile – o Ensaio -, criado, dirigido e apresentado pelo mágico Fernando Faro, inovador da nossa TV, estava imperdível com o osasquense José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, falando sobre si e sobre a televisão brasileira que ele tanto tem ajudado na sua melhoria; primeiro pela Globo e em seguida pela Vanguarda, que já tem uma rede formada por mais de 70 afiliadas interior paulista a dentro.
Ver e ouvir Boni revelar que passou um ano inteiro trabalhando sem ganhar um tostão sequer do todo-poderoso Roberto Marinho é, no mínimo curioso; e que só depois é que passou a receber grana através de contrato de risco firmado com a Globo, além de curioso é estimulante. 
Apostar na vida é para profissionais.
Boni trabalhou de graça porque Roberto Marinho não tinha como pagar, até porque empenhara no negócio de TV a casa e até as cuecas, na própria expressão do Boni.
É gratificante também ouvir do Boni falas como esta: “Somos concessionários do serviço público. Nós temos responsabilidade social sobre isso aí”. 
E ele ainda falou que é sonhador, como Fernando Faro.
O programa seguinte a entrar no ar pela TV Cultura já na madrugada de hoje tratou da vida e trajetória profissional do pernambucano de Recife Nélson Rodrigues, também imperdível. 
Muito bem feito, o documentário destacou o autor de Bonitinha, mas Ordinária, como o mais importante dramaturgo brasileiro.
Nélson, que nasceu há 101 anos a se completar no próximo dia 23, foi jornalista, pensador e um frasista insuperável. São dele, por exemplo, estas pérolas:
- Toda mulher gosta de apanhar, menos as anormais. As neuróticas revidam.
- Toda unanimidade é burra.
- O dinheiro compra até o amor verdadeiro.
- Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo, podia-se andar nu.
- O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência.
E ainda tem aquele conselho dele aos jovens, na televisão.
Clique:
E O BRINCANTE, HEIN?
Foi muito bonita a concentração de pessoas de todas as idades no Parque do Ibirapuera, ontem à tarde. Chamou-se Brincada. Muitos artistas se apresentaram, tendo à frente o brincante dono da festa Antônio Nóbrega. Predominaram o canto e a dança do maracatu, com direito a cortejo que mobilizou um público graúdo estimado em dez mil viventes. 
O motivo dessa beleza, que se repetirá, é impedir que o Teatro-escola Brincante deixe a Rua Purpurina, como querem os tubarões urbanos do mercado imobiliário.
O Teatro-escola Brincante está há duas décadas na Rua Purpurina, 428.A luta continua.
O povo unido, jamais será vencido.
Viva o Brincante!
Viva o mágico da alegria Antônio Nóbrega! 

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