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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

GRANA E MÚSICA

Dá dó ouvir a programação das emissoras de rádio deste Patropi, 
pois, raramente é possível achar num dial música brasileira que possa agradar ouvidos de bom gosto.
Dá dó também ver coisa que preste na nossa programação televisiva.
As exceções são raríssimas, como Viola Minha Viola e Sr. Brasil, programas da tv cultura.
Fora isso, claro, ha especiais no mesmo canal que não podem deixar de ser vistos, como Ensaio e Móbile, criados, dirigidos e apresentados pelo veteraníssimo Fernando Faro.
E nada mais, além de uma coisinha aqui e ali que mais das vezes passa desapercebida.
Eu lembro isso por uma simples razão: A nossa música, seja a popular ou erudita, está sozinha, abandonada, sem ter onde se mostrar.
Onde andam nossos grandes compositores e intérpretes? 
Cadê Sérgio Ricardo, que a gente não ouve no rádio e nem vê na tv?
Mário Albanese, Roberto Luna, Elzo Augusto, Germano Matias, Martinho da Vila, Osvaldinho da Cuíca, Oswaldinho do Acordeon, Biliu de Campina, Genival Lacerda, Téo Azevedo, Paulinho da Viola, Vidal França, Luiz Vieira, Eduardo Gudin, Fuba de Taperoá, Vital Farias, Claudete Soares, Maria Cleuza, Márcia, Celia/Celma, Claudya? E o que dizer dos grupos de choro e de samba que também andam sumidos?
O fato é o seguinte: Música boa, hoje, não tem vez. 
Por que? 
Simples agora é tudo a grana pela a grana.
Quero dizer com isso também que a canção foi para o espaço, como para o espaço foram quase todos os gêneros musicais brasileiros.
Não é triste? 

2 comentários:

Anônimo disse...

E os artistas que como diria Rolando Boldrím( partiram fora do combinado) Tais como: Abdias Marinês, Gerson Filho, Noca do Acordeon, ZÉ Gonzaga, Ary Lobo, Joâo do Vale, João do Pife, Severino Januário, bem como seu ilustre irmão o Rei Luiz. Mas as emissoras de Rádio são as principais responsáveis por este triste acontecimento. La nos anos 60 ou 70, lembro dos programas de algumas rádios: Dragão do Mar, em Fortaleza- Alma Sertaneja, Assunção Cearense-Alô Sertão, Rádio Verdes Mares, com sua programação todas as tardes voltadas para a musica nordestina pura, Rádio Jornal do Comércio de Recife-Baionando e alguns poucos anos atrás, Radio Capital-São Paulo Capital Nordeste. Hoje substituídos por programas religiosos diversos. Só milagre.


Aloisio Alves

Jorge Ribbas disse...

Salve Assis! Sempre bom compartilhar nossas inquietações.
Escrevi uma coluna para o Paraíba online, onde abordo tema similar, voltado para os artistas do Estado que dificilmente tocam em rádio.
http://www.paraibaonline.com.br/colunista/jorgeribbas
Deixo aqui meu fraterno abraço.

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