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sábado, 1 de novembro de 2014

A TRAGÉDIA DO ABANDONO

É nas intempéries ou marolinhas que em segundos se transformam em tsunamis que vêm a tona os reais valores humanos.
Nos momentos difíceis tudo se complica: o sol nasce escuro e a noite se enche de pernilongos. Na mente de quem vive esses tempos, só confusão.
As intempéries, porém, passam como passam os inimigos e as más notícias.
As intempéries são filhas do absurdo, denominadas mentiras, omissões, traições.
Histórias de intempéries ou mal tempo estão todas estampadas na Bíblia, bem grande.
Há uns dois mil anos, um cara traiu outro. Em 1954, atirado na solidão da madrugada, o presidente Vargas, traído, deu um tiro no peito. E aí o povo jamais o abandonou...
No último impeachment ocorrido por estas bandas, as massas abandonaram Collor.
 Diógenes cercado por cães - por Jean Leon Gerome
E traição por traição, Sarney fez o que fez com Dilma: a ela jurou amor, mas na hora H, na urna, optou por Aécio.
Na Grécia antiga, o cego Diógenes, discípulo de Antístenes, que foi discipúlo de Sócrates, andava pelas ruas, em pleno dia com uma lanterna acesa - ao seu lado, protegendo-o, inseparáveis cães, que jamais o abandonaram.
Ele gozava dos poderosos e andava à procura de um homem honesto. Não consta que achou, mas essa é outra história.

VISITA AO IMB:
Ontem no final da tarde, o cantor e compositor Cacá Lopes esteve no Instituto Memória Brasil acompanhado do cordelista Marco Haurélio.
Tivemos uma longa conversa. Haurélio é autor de cerca de 40 livros sobre cultura popular. 

Fica o registro. 

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