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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

DEZEMBRO, MÊS DE FESTAS

“Eu quero ser ‘escritor de livros’”, disse aos meus ouvidos, com toda convicção, o futuro criador de histórias Pedro Ivo do alto dos seus seis anos de idade. Além de “escritor de livros”, o Pedro disse querer ser também quando crescer cantador, dançador, desenhador, enfim, estas coisas de artista...

Artista é aquele cara que sabe de tudo ou um pouco mais. Ou pensa...

O Pedro é filho de um “escritor de livros” e de uma profissional das letras; ele, Marco Haurélio, e ela, Lucélia Borges...

Ah! Esqueci de dizer que o Pedro também quer ser doutor.

Doutor e pronto!

O paulista de Mauá Pedro Ivo nasceu no dia 8 de julho do ano da graça de 2008.

Nesse dia e, em anos diferentes, muita coisa bonita e marcante aconteceu no Brasil e mundo afora. Por exemplo:

Nesse dia, e no ano de 1497, o navegador Vasco da Gama partia de Portugal para a Índia.

E nesse mesmo mês, ao redor do Brasil, a história registrava a Independência da Bahia (dia 2), a morte de Lampião (dia 28) e a pisada do homem em solo lunar, ocorrida no dia 20 (1969).

O Pedro nasceu em julho e estamos em dezembro.

O que um mês tem a ver com outro?

Muita coisa como todos os meses, semanas e dias, minutos e segundos na História.

No dia 14 de julho de 1789, a liberdade passou a ter uma referência, a tomada da Bastilha, na França, em 1789.

Em dezembro, o mundo cristão comemora o nascimento daquele que diz que veio nos salvar: Jesus Cristo, preso, julgado de modo arbitrário, humilhado, torturado e pregado numa cruz ainda vivo...

Pouco antes de Cristo morrer, Júlio César governava o futuro império romano (27 a.C.- 1453 d.C.). Esse foi um período muito atribulado da História, e quem explica isso agora em versos decassílabos é o cordelista gabaritado Marco Haurélio, baiano de Riacho de Santana:

Júlio César, notável general,
Vencedor dos egípcios e gauleses,
Teve o nome incluído num dos meses,
E, por isso, tornou-se imortal.
Se no campo de luta era brutal,
Noutro campo perdeu seu destemor:
De Cleópatra tornou-se vencedor,
Mas rendeu-se à musa esplendorosa.
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor.

Marco termina essa estrofe com um mote imortalizado pelo pernambucano Otacílio Batista, que todos conhecem. O mesmo Marco explica:

“O mote com uma pequena alteração — Mulher nova, bonita e carinhosa / Faz o homem chorar sem sentir dor — foi utilizado, em meados da década de 1940 pelo repentista José Luiz Junior em peleja com José Alves Sobrinho, que o primeiro transformou em folheto.”

Mas essa é outra história.

O mês de julho, sabemos da sua importância.

De dezembro, também.

Dezembro é mês de festas, festas a partir do a celebração do nascimento de Jesus até 6 de janeiro, dia dos Santos Reis, os magos Gaspar, Belchior e Baltazar, que levaram presentes e louvaram o Menino Jesus na manjedoura que lhe serviu de berço, longe dos olhares pecadores daquele tempo.

Dezembro de bumba meu boi, pastoris (sagrado e profano, a ver o Velho Faceta), lapinha, reisados, cavalo-marinho...

... E o Pedro Ivo (acima e ao lado nos cliques do craque Darlan Ferreira) esteve fazendo peraltices há pouco, no Instituto Memória Brasil – IMB. Detalhe: O nome Pedro Ivo, segundo seus pais, é uma homenagem a Pedro Ivo Pedroso da Silveira, personagem heroico da Revolução Praieira (1848 e 1850), cantado por Álvares de Azevedo e Castro Alves.


Viva a Cultura Popular!

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