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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CRISES, COISAS E HOJE

Agosto, gosto.
No calendário dos dias, meses e anos, fica-se sabendo que agosto é o mês de grandes acontecimentos.
No Brasil, o 5 de agosto marca a fundação da cidade que desde o começo dos anos de 1930, leva o nome de um cidadão chamado João Pessoa.
O dia 11 lembra o dia que D. Pedro criou a faculdade de direito no Brasil. O 24, nos lembra a tragédia que foi a morte de Vargas; dia seguinte, outra tragédia marcou profundamente a vida brasileira: a renúncia de Jânio.
Hoje 26 estávamos, eu e o editor da revista Kalunga, Manuel Dorneles, conversando exatamente sobre Vargas e Jânio quando, de repente,  chega o historiador José Ramos Tinhorão.
Tudo se passa aqui, no Instituto Memória Brasil.
E a conversa seguiu por aí.
Crises, crises, crises.
Ora, a República começou com a derrubada do Imperador.
Deodoro foi tirado da cama em pijamas para assumir a República.
Não demorou muito Floriano assumiu o poder e mandou muita gente ao paredão e depois também sumiu. O tempo o emparedou. O Hermes chegou, São Paulo em guerra: 24, 32...
João Pessoa se junta a Getúlio Vargas para, em campanha, assumirem a Presidência.
No meio do caminho, João Pessoa é morto a tiros em Recife. E aí Getúlio perde e golpeia o Brasil assumindo à revelia dos votos nas urnas o comando do País.
E aí, hein? Isso é crise ou não é crise?
E ainda teve: 32...
Em 1939 (ou 37?), Getúlio dá outro golpe dentro do golpe e cria o Estado Novo.
Bom, a 2ª Guerra começa em 39 e termina em 45.
Em 1945, além de entrar em guerra, o Brasil entrou em parafuso.
E aí, em 1954, Getúlio dá um tiro no peito e transforma aquele dia em noite: luto de ponta a ponta do Brasil, menos São Paulo que não chorou.
São Paulo não chorou, porque Getúlio fez São Paulo chorar em 32.
E aí chegou JK, chegou JQ e chegou também Jango.
E a noite mais escura do Brasil chegou exatamente com a deposição de Jango em 1964.
Essa noite durou 21 anos.
E aí, Diretas, Tancredo...
Essa história de crises dura muito tempo, vem desde o macaco desceu do galho e achando que tinha duas pernas, pulou, pulou, pulou e cá estamos nós, achando que a crise está começando agora.
E essas lembranças históricas vêm e são compartilhadas com Dorneles –nome que a mãe deu ao Manuel em homenagem a Vargas.
E presentes nessa conversa no IMB, Tinhorão, Celia, Celma...
A história está na memória, na boca do povo.

Viva o Brasil!

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