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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

SÃO PAULO DE TODOS NÓS




Terminando agosto, fim de mês, o Capeta se afastando...
Segundo o folclore, no que há no folclore, fica-se sabendo que agosto “é o mês do cachorro louco”.
Para muita gente, o mundo acaba ou acabou em agosto.
O Brasil todo, a exceção de São Paulo, enlutou-se com a morte do caudilho gaúcho Getúlio Vargas, na manhã de 24 de agosto de 1954.
Eu tinha dois anos de idade e não vou morrer nunca, pelo menos da forma acontecida com Getúlio e narrada minuciosamente por cordelistas do nordeste- de-meu-Deus-do-céu.
Getúlio, aliás, foi o presidente da nossa República mais cantando em verso e prosa até hoje.
Foi também num mês de agosto que o Brasil exasperou-se com a renúncia inexplicável do mato-grossense Jânio Quadros.
Uma vez entrevistando Jânio, perguntei a razão que o levou a renunciar a presidência da República. Ele soltou uma risada que reboa até hoje nos recônditos invioláveis da minha memória. A sua risada estrepitosa, emendei:
- Presidente, o Sr. é um grande ator!
Ouvindo o rádio, fiquei sabendo que o Brasil hoje é habitado por 204 milhões de pessoas e São Paulo figura como  o estado mais populoso, com 44 milhões.
No tempo de Jânio não havia nem 15 milhões de brasileiros aptos a votar. Hoje, somos cerca de 120 milhões. Mas tanto ontem como hoje é enorme o número de brasileiros judiados, analfabetos, sem rumo nem prumo, perdidos, desprovidos de educação e distantes, também, da cultura que forma uma nação.
Ontem a Câmara Municipal de São Paulo , representando o povo, homenageou em sessão solene, um dos mais visíveis artífices da cultura popular, Téo Azevedo, 72 anos, mineiro de Alto Belo.
Téo Azevedo é compositor e violeiro. No seu alforje de cantador se acham mais de 80 mil fonogramas por ele produzidos. Ele é o artista com o maior número de músicas próprias gravadas em disco.
A primeira música que Téo gravou foi de cunho religioso, Deus te Salve Casa Santa. Isso, em 1965; ou seja, a exatos 50 anos.
Onde estão os responsáveis do Guiness Book, para registrar as façanhas do mais novo Cidadão Paulistano?
Eu abri a sessão falando de crises e crises históricas que o Brasil tem vivido desde o século 16. A sessão foi encerrada, hora e meia depois, com Téo Azevedo cantando a canção São Paulo de todos Nos, dele e de Peter Alouche.
  






https://www.youtube.com/watch?v=zOViTnEHrGI











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