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sábado, 12 de setembro de 2015

GERALDO VANDRÉ, 80

Todos nós deveríamos ser como vinho, ou seja: quanto mais velho, melhor.
Mas não é sobre isso que eu quero falar.
Há  750 anos, nascia na Itália o poeta Dante Alighieri (1265 – 1321), autor da obra-prima A Divina Comédia.
Mas não é sobre Dante que eu quero falar.
Houve um tempo em que todos nós éramos jovens.
Eu sou da safra de 1952 e o conterrâneo Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, de 1935.
Geraldo é o criador do mais polêmico personagem da música popular brasileira: Vandré.
Eu conhecí Geraldo em agosto de 1978 e um mês depois, precisamente no dia 17, um domingo, publiquei no extinto Folhetim, do paulistano Folha de S.Paulo, a primeira entrevista que o criador de Vandré deu ao retornar do exílio.
A entrevista intitulada O Desaparecido provocou grande polêmica dentro e fora da imprensa. Recebi centenas de telegramas e cartas de leitores espalhados Brasil a fora.Desde então eu e o entrevistado temos conversado muito. Ontem mesmo, à noite, conversamos um pouco sobre seus 80 anos hoje completados. Brincando, ele disse:
 - Vou comemorar a data no próximo  ano.
Também ontem falei com Boldrin, que conheço desde o começo dos anos 80.
À época ele gravava o programa Som Brasil no teatro Nydia Lícia. Bom, disse Boldrin:
- Há muito tento trazê-lo ao meu programa. Cheguei a convidá-lo para estar comigo na gravação do programa de dez anos na TV Cultura.
Geraldo é um ícone da nossa música popular e, como tal, por muita gente considerado uma pessoa “muito difícil”.
Ano passado ele me perguntou se eu poderia pô-lo em contato com a cantora Joan Baez, também ícone da música norte-americana. Realizei o seu desejo pondo-o frente a frente a Baez. Na ocasião, ela disse estar a sua disposição, inclusive para gravarem juntos um disco. Enigmático,  Geraldo riu e não
respondeu se aceitaria ou não a inusitada proposta.
Viva Geraldo Vandré!





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