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terça-feira, 15 de setembro de 2015

PACOTE DE MALDADES E MARIMBONDO

A Igreja do Diabo é um conto do sempre bom Machado de Assis. Eu gosto muito desse conto. Nesse conto o Diabo, cansado dos ensinamentos de Deus e cheio de inveja pela quantidade enorme de seguidores de Deus, o Diabo inventa de fazer concorrência com Deus. Mas antes disso, o Diabo vai ao Céu pedir permissão a Deus para fundar a sua própria Igreja. E assim é feito. Ao descer a Terra, o Diabo resolve criar uma filosofia própria para destronar Deus.

Na sua nova investida contra Deus e as coisas Divinas, o Diabo inverte tudo. Inverte os valores sociais, os valores de cada um de nós. Assim, por exemplo, a venalidade vira a principal virtude humana. Se a mulher pode vender o seu cabelo, o homem o seu chapéu, as botas, por que não pode também vender a sua palavra, a sua crença, a sua fé, o seu voto?

Essas questões se acham no conto A Igreja do Diabo.

Ouvindo ontem no Rádio os feiticeiros Barbosa e Levy justificando o injustificável perante o povo brasileiro, não deixei de pensar no Diabo e na sua igreja.

Pois bem, do forno da danação planautina acaba de sair um bolo amargo e indigesto. Esse bolo, chamado de “Pacote de corte de gastos” pela imprensa d’aqui d’acolá tem gosto de jiló. Um horro, na verdade, é bem mais amargo do que jiló, pois nesse bolo não há tempero que o torne digesto.

Mas, diachos, de novo não era bem isso o que eu queria dizer.

O povo brasileiro é muito, muitíssimo, maior do que as feitiçarias e maldades contra ele praticadas.

Ontem eu fiz uma referência, cá, neste blog a respeito do compositor, cantor e luthier Marimbondo Chapéu.


Hoje tem mais Marimbondo, clique:




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