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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

VOCÊ JÁ MATOU SEU MOSQUITO?

Aristóteles deveria ficar muito bravo se soubesse que sua teoria sobre governo e democracia sucumbiu ou está sucumbindo em países de nuestra América. Na Bolívia, Morales ameaça se perpetuar no poder como Maduro na Venezuela.
Mas não é só desse lado que governantes insistem em fazer do poder a sua moradia. Isso está acontecendo na Rússia e mais num monte de lugar.
O Brasil está quebrado. O rombo beira os três trilhões de reais. É o que dizem os governadores dos estados da Federação.
Aristóteles, aquele “da causa e efeito”, entendia que política era pra ser desenvolvida por quem se dedicasse às causas do povo. Ele sabia da importância do Estado. Sabia também que o povo, qualquer povo, precisava de alguém que o orientasse, que o governasse. Mas para isso, entendia o pensador, que para governar um povo, o governante teria de ser alguém pelo povo escolhido e acima de qualquer suspeita.
E aí vieram os reis, e muitos deles se tornaram déspotas.
Aristóteles não deixou de lado a aristocracia. E sempre no mesmo raciocínio, ele entendia que justeza e justiça deveriam caminhar juntas.
Depois de Aristóteles, seguidor dedicado dos ensinamentos de Platão, surgiu em Atenas um cidadão que passou à história pelo nome de Diógenes.
Diz a lenda que Diógenes era cego e aprontava como ninguém. Dizia-se que ele saía, em plena luz do dia, com uma lanterna acesa e à procura de um homem honesto.
Vocês já pensaram o “sufoco” que passaria Diógenes no Brasil? Quantos honestos ele acharia, hein?
Eu fiz isto:

Procurar um ser honesto
Em plena luz do dia
Com uma lanterna acesa
Como Diógenes fazia
É coisa só pra quem sabe
O que é cidadania

Cidadania se faz
É com democracia
Educação e cultura
E um quê de filosofia
Sem esses “ingredientes”
Não se faz cidadania

Platão, Sócrates e todos os gregos, filósofos ou não, tem a ver com povo e democracia. Povo, com democracia ou sem democracia, existe em qualquer lugar do mundo. Até na Suíça. E onde há povo há, em tese, cultura popular. Mas pelo andar do andor, povo é “detalhe” que a globalização e suas consequências estão pondo à beira da vala do inferno.
Outro dia uma francesa, muito simpática, me veio fazer umas perguntas sobre literatura de cordel e lhe respondi o que tinha de responder. Aproveitei para lhe perguntar sobre o povo e a cultura popular franceses. Ela engasgou-se e a socorri, brincando. Na França já não tem cultura popular, não é mesmo?
E assim vai o mundo, e com ele vou entendendo que a cultura popular é “a digital de um povo”.
E pensar que eu ia falar hoje sobre a força tarefa das nossas três forças armadas imbuídas no mesmo objetivo: combater o mosquito da dengue.

ESTADO NOVO
Eu não poderia esquecer que no dia 22 de fevereiro de 1945, o diário carioca Correio da Manhã publicava ampla e bombástica entrevista com o paraibano José Américo de Almeida, autor pioneiro do romance regional (A Bagaceira). A entrevista, assinada pelo capeta Carlos Lacerda, pôs fim ao Estado Novo, inventado pelo “pai dos pobres” Getúlio Vargas. Getúlio, como se sabe, foi aquele que deu um tiro no próprio peito depois de Lacerda receber um tiro no pé.


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