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terça-feira, 1 de março de 2016

CTN E CULTURA POPULAR

“Eu voltei ao CTN, a convite de Dona Cristina”, disse-me com alegria a Produtora cultural Malu.
CTN é Centro de Tradições Nordestinas, localizado no bairro paulistano do Limão.
Reencontrei Malu numa reunião com artistas populares promovida pela antropóloga Ana Carolina, num prédio da Funarte em São Paulo.
Carolina abriu a reunião explicando aos artistas presentes, que foram muitos, sobre a importância do tombamento da literatura de cordel e do repentismo brasileiros como patrimônio cultural e imaterial das coisas do nosso País. Dito o que tinha de dizer, Carolina nos chamou para falar sobre cultura popular. Falei.
Outras Pessoas foram chamadas a falar sobre o que fazem no mundo da cultura popular. Entre estas pessoas o Pernambucano Luiz Wilson.
Luiz Wilson é uma das figuras mais expressivas da cultura popular do Nordeste. Ele é cordelista, repentista e apresentador de um dos Programas mais ouvidos nas manhãs de Domingos do Rádio Paulistano: Pintando o Sete, no ar desde o dia 09 de setembro de 2007.
No Programa do Wilson tem Gonzaga, Dominguinhos, Anastácia e muitos outros grandes forrozeiros, cantadores repentistas e muitos outros por quase toda manhã  no “dial” da rádio Imprensa FM 102,5.
Mas eu comecei falando neste texto sobre a produtora cultural Malu.  Pois bem, Malu fez-me lembrar o mais importante filósofo dos últimos tempos da Antiguidade: Aristóteles.
Na conversa na Funarte, Malu disse-me que “O CTN está sem alma”.
Cinco séculos antes de Cristo, Aristóteles dizia nos seus manuscritos que a alma regia energia, que regia movimentos, que regia corpos, que regia a própria vida.
Isso tudo está na Teoria das Casualidades Universais.
Para os gregos, em grego, alma é psiquê.
No dia em que o CTN entender a importância da sigla que escolheu, essa sigla se tornará verdadeiramente importante para os milhões de Nordestinos que habitam a  cidade de São Paulo.
Estamos falando, claro, de Cultura do Nordeste brasileiro.
Ah! Na reunião promovida por Carolina reencontrei, depois de muito tempo, a grande cantora mineira Fatel Barbosa.

JOÃO DE CALAIS
Calais fica ao norte da França. Ali por perto, nas proximidades do embarque no Eurotúnel há anos foi criada uma favelona, habitada por umas três mil pessoas. Pobres, imigrantes com uma mão atrás e outra na frente, foram postas pra correr pela Policia. Calais ficou famosa fora da França pelo romance de cordel chegado ao Brasil em fins do século 19. O estudioso da cultura popular Luis da Câmara Cascudo, autor de cento e tantos títulos, foi seu principal divulgador. João de Calais, o romance, é um dos Cinco Livros do Povo.


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