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domingo, 22 de maio de 2016

O BRASIL É UM BARCO FORTE

O Brasil é um barco forte, mas cheio de furinhos.
Vamos fazer de conta que esses furinhos estão se alargando rapidamente e pondo em risco a vida dos seus ocupantes.
E vamos fazer de conta que lá pras tantas ocorre, entre dois ocupantes, uma pequena discursão. A discussão é para decidir quem pega o remo para tirar o barco da iminência de um naufrágio.
A discursão cresce e cresce. Uma das partes ganha a discussão, pega o remo e começa a remar. A parte que “perdeu”, não se conforma e diz:
_ Não vai dar certo, não vai dar certo!
Pois é, estamos assim: torcendo para o barco afundar. Datalhe: Só que estamos todos nesse barco, um barco furado; mas é nele que estamos e temos que torcer para não naufragarmos.

Hoje, por volta das 08h00min, ouvi na Rádio Bandeirantes o ex-ministro da educação, Janine Ribeiro, dizer que uma de suas metas na pasta que ocupou antes de ser substituído por Aluizio Mercadante era trocar o livro por tablet nas escolas da rede pública de todo o País. A princípio eu não quis acreditar no que ouvi. Mas era verdade: Janine queria acabar com o livro impresso... Que coisa?
Cá eu com meus botões ficamos a imaginar: isso seria o fim da picada.
Como acabar com o livro? Se isso um dia acontecer, e tomara que nunca aconteça, o mundo vai ficar mais burro.
Se acabarem com o livro, a partir das escolas, as pessoas deixarão de escrever de próprio punho. Isso já começou, é verdade, mas não dá, pra fazer isso de modo incentivado pelo Estado.
Uma loucura não é?
Eu sou de um tempo em que professor ensinava a ler e a escrever e o aluno aprendia.
Eu sou de um tempo em que o saber era fundamental na vida de um cidadão. E o saber nos vinha pelo saber do professor ou da professora.
Eu sou de um tempo em que havia até tabuada.
Eu sou de um tempo muito recente, de um tempo em que todos se respeitavam e procuravam o saber como trilha para toda uma vida. Mas reconheço que muita coisa mudou...
É preciso investir na leitura, no conhecimento, no saber.
É preciso investir na educação e na cultura, na formação do cidadão.
Há! Eu sou do tempo em que professor estudava para ensinar e pesquisador ia a campo para pesquisar. Hoje tem Google...
Luis da Câmara Cascudo e Mário Souto Maior, que conheci de perto, foram, provavelmente, os últimos dois grandes pesquisadores que levaram o ensino e a pesquisa a sério.
E pensar que a origem da escrita data do tempo em que o homem habitava as cavernas. Esse homem morreu e agora querem matar a escrita.
Que coisa doida!
O que dirá o educador e editor potiguar José Côrtez diante de tal tragédia anunciada?
Somos um barco à deriva e temos que lutar e torcer para que não afundemos.
E chega da máxima que reza pela cartilha do “quanto pior melhor!”




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