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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

UM PEQUENO MERGULHO NA HISTÓRIA



O Brasil é cheio de Silvas, Watanabes, Müllers, etc.
Pois bem, o Brasil de raça e tudo o mais.
Rafaela, uma Silva, é preta, pobre e militar da Aeronáutica. Sargenta com soldo de aproximadamente três mil reais. Muito esforçada, dedicada ao judô o tempo todo. Em Londres foi xingada por não ganhar ouro... agora, ganhou. E a sua namorada Tamara, ex-judoca e também muito esforçada, cuida da casa e cachorros, enquanto Rafaela tapa a boca dos maledicentes.
Viva Rafaela, a cara do Brasil!
O Brasil, um país por natureza multifacetado, tem lá suas esquisitices. 
Você sabia que cerca de 30% dos atletas brasileiros que participam dos jogos Rio 2016 são militares?
Eu já disse, digo e certamente voltarei a dizer que o Brasil é injusto com os brasileiros. Seus governantes desde a primeira República, com Deodoro, nunca deram bola à Educação, à Cultura e aos Esportes, por exemplo.Já tivemos até presidente doido de juízo perdido, como o Delfim Moreira.
A primeira e única vez que o Brasil ganhou medalha de ouro na modalidade tiro esportivo foi em 1920. Agora, nesses jogos, o Brasil ganhou a segunda medalha: de prata, nessa modalidade.
Na primeira parte dos anos 1930, Getúlio Vargas empossou Capanema como ministro da Educação, e  como seu chefe de gabinete, o poeta Drummond. Nesse meio tempo, outras duas figuras também marcariam época à frente de projetos vinculados à Cultura: o paulista Mário de Andrade e o carioca Villa-Lobos. E desde então nada mais significativo aconteceu. Triste dizer isso, não é mesmo?
Dia desse conversando com os amigos Biancamaria Binazzi e Cadu Gato com Fome,  eu expus esse raciocínio. Os dois chiaram e pularam que nem calangos em frigideira quente. A Biancamaria ainda tentou rebater fatos históricos; o Cadu, nem isso. Pois é.
Juscelino criou Brasília, Jânio renunciou, Jango levou uma rasteira dos militares, que assumiram o poder por vinte e um anos, Tancredo morreu antes de assumir o cargo de presidente, Sarney fez o que fez sem acreditar que seria presidente; postiço, mas presidente. Depois vieram Collor, ai ai ai; FHC; Lulalá e Dilma, cuja corda ela mesma enfiou no próprio pescoço para os congressistas puxarem. Mas a verdade, a verdade verdadeira, é que a Cultura, como o vento, sobrevive sozinha a todas as intempéries. 
Um país sem cultura é um país sem identidade. Não é mesmo?
Pois bem: O Brasil parece, mesmo, uma casa da Mãe Joana.
A última Copa do Mundo de futebol, realizada no Brasil, foi um Deus nos acuda. Aqueles 7 x 1... Tudo quanto era gringo da direção do Mundial mandou e desmandou nesta terra abençoada por Deus, na cantiga de Benjor.  Usurparam até a nossa língua. E agora, nos Jogos que ora se realizam no Rio e noutras capitais do País, o Hino Nacional era posto nos nossos ouvidos pela metade. Tocava-se a primeira parte e logo depois pulava-se para o final. Isso, por determinação dos gringos. Pode? Não pode, tanto que a partir de hoje já anunciam mudanças nessa execução.
O Hino Nacional é um dos nossos quatro símbolos. Foi originalmente criado para banda, em 1831.Francisco Manuel da Silva, maestro, foi o autor da melodia. No começo da primeira década do século passado, a Banda da Casa Edison registrou o Hino numa curiosa gravação (acima). Em 1909, o poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada criou a letra, e o hino, oficialmente foi dado por concluído em setembro de 1922. Em 1917, o cantor Vicente Celestino registrou a sua versão (abaixo).
Essa é parte da história, como parte da história é o Hino Nacional Brasileiro.
Ah! Você sabe quem foi o autor do Hino da Independência? Pois é, foi um tal de Dom Pedro I. Essa é outra história...









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