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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

BATENDO PERNAS NO JUAZEIRO




A semana passada findou comigo batendo palmas, no SESC, para a cantora Kátia Teixeira.   Antes e depois do espetáculo eu  reencontrei velhos amigos, como Luiz Carlos Bahia, Oswaldinho Viana e a sua companheira Marise. O teatro estava lotado e lá fora um vento gostoso. Molhei o gogó com uma cervinha, que ninguém é de ferro. Depois fui dormir prá viajar na manhã seguinte rumo à Bahia.
Pegamos o  o vôo e esbarramos em Salvador. Em seguida, zarpamos prá Petrolina, onde pernoitamos. Um carro da Universidade Federal do Vale do São Francisco, UNIVASF,  bem cedo nos levou até a ilha do Rodeadouro. Nas águas bentas do Velho Chico que banham as terra sagradas do Juazeiro.
Foi legal.
Como combinado, participamos de um especial sobre danças populares no Brasil. Comigo, estiveram, diante das lentes da tevê Caatinga, os excepcionais criadores musicais Maciel Melo e Targino Gondim.
A diretora Fabíola Moura e toda a turma dela adoraram o resultado do nosso bate papo animado. Antes disso, a caboquinha Cora, estudante da oitava etapa do curso de jornalismo da UNIVASF, disse-me que sabia tudo e mais um pouco a meu respeito e que gostaria de, também, registrar nossa presença por lá. Foi uma bela entrevista.
Traçamos uma galinha à cabidela e uns escondidinhos feitos noutro planeta, acho. E voltamos à Petrolina, cantarolando o xote  De Petrolina a Juazeiro, do meu  amigo Jorge de Altinho.


MISTÉRIOS DO RIO CHICO

Depois da gravação para a tevê Caatinga, ficamos por ali, batendo retrato (acima),
proseando com todo mundo e sentindo o cheiro das flores que exalavam dos cajueiros, mandacarus, goiabeiras. Tudo plantado à beira do Velho Chico. As águas do rio, águas bentas, águas que nos lavam a alma e nos tiram todos os pecados, são águas bem cuidadas pelos mistérios da vida. Águas de Oxum, águas que matam sede e matam gentes desprevenidas ou sobrecarregadas das agruras que o tempo dá.
Não sei se foi o caso do ator Domingos Montagner, que dava vida ao personagem Santo dos Anjos, na novela Velho Chico. A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Capítulos recentes mostravam o desaparecimento do personagem e seu resgate pelos encantados do rio, pelos entes de suas margens. Foram as mesmas águas onde o ator sumiu de verdade.


ZÉ LAURENTINO


Rômulo Nóbrega telefona dizendo que o nosso conterrâneo Zé Laurentino partiu hoje para a eternidade, onde já deve estar tocando um dedo de prosa com o ator Domingos Montagner. Zé sofria do mal que vitimou Papete: câncer. Estava com 73 anos e a última vez que nos vimos foi em Campina Grande, cidade onde viveu por muito tempo. Ele era de Puxinanã, terra de outro grande poeta: Zé da Luz. Adeus!



XENOFOBIA

Tenho recebido vários emails falando do livro Xenofobia, que acaba de ser lançado pela Cortez Editora, o cordelista Cícero Pedro de Assis, por exemplo, escreveu o seguinte:

   Fico muito feliz com o lançamento, pela Cor-
  tez Editora, do livro Xenofobia - Medo e Re-
  jeição ao Estrangeiro, do professor Durval Mu-
  niz de Albuquerque, porque é uma obra que com
  certeza orienta o leitor como aceitar o estran-
  ro, uma vez que todos somos iguais perante a lei,
  o que nem sempre é respeitado por muitos que se
  julgam superiores. Que esse livro elimine radical-
  mente todas as ideias xenofóbicas, que é uma praga.
   Receba minhas lembranças e fraterno abraço.


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