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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

XENOFOBIA E NÓ EM PINGO D'ÁGUA

Nó em pingo d’água é um tipo de flor daninha muito especial, carregada no bolso por malandros da política tupiniquim. Essa flor, de origem desconhecida, cresce fácil no terreno planaltino; e foi não foi, calhordas deram de mão dela para nos asfixiar. Foi o que aconteceu no meio da tarde da última quarta, no Senado Federal.
Que nem o Titanic, o Brasil embicou rumo às profundezas do desconhecido. Nesse mergulho, cerca de 200 milhões de almas penam, procurando solo firme para sobreviver. É uma luta danada, a luta pela sobrevivência. Mas, firmes e fétidas, as mentes que alimentam nós em pingo d’água, seguem indiferentes à gritaria das almas que afundam. Quem quer que seja, aspas. Até quando?
O último dia de agosto foi um dia de esperança que findou com gosto de jiló, ou seja, amargo; até porque, o doce guerreiro Chico Buarque ficou aqui como quê atravessado na minha garganta - e na garganta do Brasil. Dá pra explicar a presença do Chico na sessão de impeachment?  
A presidenta inocenta caiu, como grande parte da população brasileira esperava. Mas caiu de pé, pois deixa a Presidência sem perder os direitos de continuar a vida de modo serelepe.  Nesse ponto, a Carta de 88 saiu ligeiramente chamuscada. Um perigo, diga-se.
Muitas coisas de suma importância para a vida brasileira são relegadas, desde sempre, a último plano. Refiro-me, por exemplo, à educação, à cultura e aos esportes que formam a mente e ilustram gentes.
Educação, cultura e esportes são itens básicos na formação de qualquer cidadão.
A cultura popular está na boca de todo mundo. Antes de fatiar o artigo 52 da Constituição, junto com o presidente do STF, o presidente do Senado disse ser contra fazer o mal a quem quer que seja. Quem quer que seja, aspas. Os sem-caráter estão em estado de êxtase. Aproveitando a deixa, o presidente do Senado lembrou um dito popular corrente no Nordeste: além da queda, um coice.
O coice pegou de cheio o traseiro do povo brasileiro. Pena, não é?

XENOFOBIA


É oportuníssimo o lançamento do livro Xenofobia – Medo e Rejeição ao Estrangeiro, do professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior, paraibano titular da cadeira de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O livro trata de assunto em dia e pauta, necessariamente de todas as mídias. A xenofobia mais do que um mal dos tempos, é uma doença, e, como tal, merece ser conhecida, destrinchada e curada. Essa doença atinge o mundo todo e todos nós, de um modo ou de outro, somos vítimas dela. O livro traz a chancela da Cortez Editora. O dono dessa editora há muito se preocupa com a cura das mazelas do mundo. E não à toa, merecidamente, acaba de virar nome de uma escola da rede pública do Estado de São Paulo, na zona Sul da capital. Xenofobia foi lançado ontem na 24ª Bienal Internacional do Livro.  




LOYOLA BRANDÃO – O araraquarense Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero e outros romances, estava solitário, sentado à mesa de um stand da Bienal. Loyola, também afamado jornalista, completou 80 anos de idade há dois meses. Vê-lo sozinho à mesa, doeu. Mas esse é o Brasil dos políticos espertos e essa é uma cena que se repete no mundo da cultura brasileira, cada vez mais, de modo intenso. E pensar que o Brasil foi berço de Machado de Assis...


CELIA E CELMA
As mineiras Celia e Celma são cantoras, isso todo mundo sabe. As duas são cozinheiras de altíssimo padrão, isso também todo mundo sabe. Em 2007, Celia e Celma foram à China receber o prêmio Gourmand World Cookbook Awards, pela obra Do Jeitinho de Minas, (Editora Senac), isso pouca gente sabe; mas os chineses até agora continuam se deliciando com as receitas no livro contidas. O Temer tá lá... Domingo 28, as duas compareceram à Bienal para autografar o livro Vozes Ítalo-Brasileiras que reúne contos de 30 autoras brasileiras, descendentes de italianos. Esse livro, com textos bilíngue, será distribuído nas universidades italianas.

HOMENAGEM

Dia 30, das 17 às 19 horas, desenvolvi palestra sob o título A poesia popular como fonte temática de outras linguagens artísticas. Foi bom e gostei, pois tive a oportunidade de reencontrar amigos como Geraldo Amâncio, Marco Haurélio, Paulo Araújo, Paulo de Tarso, Jô Oliveira, entre outros cordelistas e cantadores repentistas. Foi no stand da Câmara Cearense do Livro. E agora, cuspindo pra cima: sábado, 3, às 20:00, estarei todo pimpão e de braços abertos recebendo loas em vida.    

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