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domingo, 27 de novembro de 2016

FIDEL MORREU, O AZAR NÃO É MEU



O sucessor de Obama, na Casa Branca, Donald Trump, pautou os jornais do mundo todo com a frase, ontem: “Fidel Castro morreu!”. Hummm...
A frase é claríssima, mas também emblemática. 
A cultura popular explica Trump. Quer ver? "Cala a Boca já morreu".
Enfim, todo mundo diz o que quer e o tempo confirma o certo e o errado.
Horas depois do anúncio da morte de Fidel Castro, feita por seu irmão Raul, o ex-presidente Lula divulgou na imprensa a sua impressão sobre o falecimento do líder da guerrilha que libertou Cuba das mãos de Fulgêncio Batista, em 1959. Disse ele: “perdi um irmão mais velho”. Hummm... Enquanto Lula dizia isso, Temer também expunha a sua impressão: “ele foi um líder de convicções”.
Líderes políticos e governos do mundo inteiro não deixaram de dar suas opiniões a respeito do companheiro de Fidel.
Em outubro de 1962, El Comandante por pouco não provocou a terceira Guerra Mundial. Isso só não ocorreu pela negociação positiva entre Khrushchov e John Kennedy. Refiro-me à crise dos mísseis. Hoje, o mundo poderia ser outro...
Certamente Fidel foi muito importante para o seu povo, mas deixou a desejar como exemplo para o mundo. À época, a União Soviética, a China e a Coreia do Sul eram as grandes nações comunistas. A Revolução promovida por Fidel e mais 80 companheiros, incluindo Guevara e Cienfuegos, levou Cuba aos braços da URRS, e dela ficou dependente.
Em 1989, a URRS caiu e, com ela, Cuba. Persistente, Fidel, que não era comunista de primeira hora, continuou seu jogo em defesa do seu país. É quando chega, de repente, o Chaves...
E no mais a história é conhecida: Fidel derrubou Batista, e como Batista virou ditador. Batista de direita, Fidel de esquerda.
E o mundo segue girando, girando, girando...
Mais uma coisinha: pessoalmente, duvido que se voltassem à Terra José, Maria e JC, a imprensa mundial cobrisse de forma tão completa como tão completa está cobrindo o falecimento de Fidel, que leva para onde for a conta de 10 a 17 mil cubanos que matou na cadeia ou en el paredón.
Viva a liberdade!

RODA VIVA
O programa Roda Viva, da Fundação Padre Anchieta, levado ao ar toda segunda feira, às 22h, pela TV Cultura, é o programa de entrevistas mais importante da TV brasileira. Surgiu em 1986. Contem nos dedos: um, dois, três... trinta! Participei dele diversas vezes, umas 10 ou 12. O Roda começou com trilha sonora do Chico Buarque, é claro. Aliás, o programa foi inspirado na música Roda Viva. Lindíssima, lançada em disco, em 1967. Para minha surpresa, o programa irá ao ar amanhã, 28, sem essa trilha. Poxa vida... Eu adoro esse cara, e o PT também. Tomamos uns uísques muito bons num tempo lá de trás. Viva Chico!

Um comentário:

Júbilo Jacobino disse...

Fidel morreu, azar o meu.

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