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sábado, 14 de janeiro de 2017

O MUNDO DO NADA PARA O NADA...



                                                                                                                                   Um dos mais atuais e atuantes pensadores do mundo, o polonês Zygmunt Bauman, acaba de partir para a eternidade deixando um legado inestimável: seus livros, uns 70.
Bauman falou de tudo, ou de quase tudo. É dele a teoria do amor líquido, da realidade líquida, neste mundo louco, líquido. Falou da globalização e do mal que isso provoca no mundo atual, globalizado. Um mundo em que o ser humano vira produto, mercadoria, torna-se vendável e rentával para o seu próprio fim.   
Zygmunt Bauman partiu com 92 anos de idade. Antes, no seu último livro, sobre êxodo, ele deixou patenteada sua opinião à respeito das guerras, dos conflitos humanos.
Não faz muito, li uma entrevista em que ele falava de um jovem estudante que se vangloriava de ter feito 500 amigos num só dia. Via facebook, é claro; e ele, Bauman, dirigindo-se ao jovem, “lamentou”: “eu, com minha idade, quase 90, não consegui fazer nem 10” (amigos).
O mundo a que se referia Zygmunt Bauman, o mundo líquido, é este em que vivemos: tudo passageiro, tudo virtual, tudo sem profundidade alguma, sem amor próprio e nem ao próximo. Vivemos pois o mundo do nada, líquido, do nada sobre o nada.
O facebook, um instrumento tão incrível, poderia ser utilizado de maneira que levasse o ser humano a discutir a realidade que nos cerca, não é mesmo?

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