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terça-feira, 11 de abril de 2017

JOÃO DÓRIA, UM EMBUSTE

Antes de dar um tiro no peito, Getúlio Vargas entrou para a história como o pai dos pobres. Foi ditador e populista, um populista ditador. À época o Brasil entrou em crise, mais uma.
JK foi eleito e fez bonito: 50 anos em 5.
Chegou Jânio, com mais da metade dos votos do povo brasileiro. Tomou um porre e achou-se Deus, de uma hora para outra. E deu um tiro na nação, renunciando. Indaguei a ele sobre isso e ele loucamente caiu numa gargalhada sem fim.
E Jango chegou, com a pecha de ser comunista. Seus discursos indicavam isso. E os militares de plantão acreditaram e o depuseram.
Vinte e um anos de quepe e botinas se passaram. Chegou Tancredo, sem chegar, morreu antes de assumir. No seu lugar assumiu a uma figura de triste memória: Sarney. E chegou Collor, autodenominado caçador de Marajás. Uma mentira.
E chegou Itamar, o lado bom de Collor. O homem que fez o real e FHC.
E chegou Lula, e chegou Dilma e chegou o Temer...
Não adianta chiarmos: nós os escolhemos, a todos.
Em pouco mais de dez anos Jânio foi vereador, prefeito, um monte de coisas, até presidente da República, ele foi assumindo e renunciando, sempre visando um cargo maior na carreira política. É exatamente o que vai acontecer com o prefeito João Trabalhador, que diz não ser político, que diz ser gestor, administrador. Será o próximo presidente da República, infelizmente.
Serra elegeu-se prefeito e jurou pela mãe dele, em cartório inclusive, que prefeito não se candidataria a governador. Eleito prefeito, candidatou-se e elegeu-se governador. Virou senador, derrubando Suplicy. Senador, foi alçado ao cargo de ministro das relações exteriores e renunciou.
A Lava Jato, com sede no Paraná, está levando um monte de poderosos à cadeia.
Do PSDB estão sujos além de Serra, Neves e outros e outros.
Alckmin está numa peinha de nada, por isso o Dória pode ser o presidente da República em 18. Tomara que não, mas tudo leva a crer. A mentira é a verdade das raposas que habitam a cena política nacional.
O programa Roda Viva, levado ao ar ontem, teve como convidado o prefeito Dória. Pela primeira vez o programa concluiu-se em cinco partes. Muito espaço, não?
Dória é, definitivamente, o homem dos poderosos. Dos empresários, dos banqueiros; a representação mais fiel do capitalismo tupiniquim.
Puta que pariu! e votei nele.
O Roda Viva de ontem terminou às 23:53 hs. Durante esse tempo, a palavra cultura nem uma vez foi falada, nem pelo entrevistado, nem pelos entrevistadores. A palavra educação foi referida duas vezes, mas sem a conotação forte e bonita como a conhecemos.
Tristes trópicos esses em que vivemos...


 
 

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