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domingo, 9 de abril de 2017

MACHISMO NA VELHA GRÉCIA

O Brasil está quebrado. É o que diz o ministro da Fazenda e o presidente da República e outros entendidos em finanças públicas. A Grécia está quebrada, mesmo antes de o Reino Unido deixar a Comunidade Europeia.
A Grécia é o berço da Democracia. Antes, lá, mandava a aristocracia, os poderosos etc.
Atenas, em tempos remotos, foi chamada de a capital da Cultura e do Saber.
Perto de Atenas havia Esparta, que entrou para a História pelos atos heroicos dos seus valorosos guerreiros.
Homero, Platão, Aristóteles, era tudo grego.
Os atenienses viam os espartanos com olhar arrevesado.
Para os atenienses, os espartanos eram, digamos, caipiras, iletrados.
Mesmo sob o regime democrático, os atenienses não davam colher de chá às mulheres, ao contrário dos espartanos.
As mulheres espartanas participavam ativamente da vida social e política do seu tempo, sem descuidar dos afazeres domésticos, incluindo o trato com as crianças.
Homero, filósofo e poeta cego, de valor intelectual incomparável, viveu 8 séculos a.C.
No tempo antigo em que viveram os grandes filósofos, não existia imprensa.
A imprensa veio com Gutenberg no séc. 15. Pois bem, e por não haver imprensa, nada se imprimia, óbvio. Era tudo na base do boca a boca. E foi de boca em boca que se salvaram os mais de 30.000 versos que contam os pormenores da guerra de Troia e da vida social grega. Refiro-me à Odisseia e à Ilíada, de Homero. A guerra entre gregos e troianos é desencadeada pelo rapto de Helena, mulher de Menelau.
O principal personagem de Odisseia, Ulisses era o bam, bam, bam de Ítaca, marido de Penélope e pai de Telêmaco. Ulisses vai à Guerra e bota prá quebrar. Helena é libertada. Na volta para casa, Poseidon afunda a embarcação de Ulisses e mata todos os seus companheiros. Ulisses salva-se nadando até dar numa Ilha, habitada por mulheres.
Durante o tempo em que Ulisses fica fora de casa, do seu palácio, muita coisa acontece na história. Todos o davam como morto, menos sua mulher. Penélope esperou o marido por quase 30 longos anos.
Ah! Helena foi raptada por consentimento próprio. É detalhe que se depreende da narrativa poética. Quer dizer: Menelau bau bau!
É certo que na sociedade atual, a brasileira inclusive, há muitas Helenas e poucas Penélopes. O código civil em vigor não considera crime o pulo de cerca do homem ou da mulher.
Há, na psicanálise o complexo de Penélope, como há os complexos de Pollyanna e Peter Pan, mas essa é outra história.

Odisseia é um livro para leitores de todas as idades.


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