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segunda-feira, 22 de maio de 2017

AGNELLO AMORIM, UM CIDADÃO BRASILEIRO

O maior mar sem ondas do mundo está chorando, triste, sangrando.  Esse mar é o São Francisco, desde sempre e popularmente chamado de Velho Chico.
O Velho Chico chora, enquanto maus políticos riem com os bolsos cheios do vil metal, arrancados na cara dura do erário público.
O Velho Chico, sangrado, dorido, está sendo carregado a bel prazer dos poderosos de plantão.  Uns felas. O povo da Paraíba, pobre, vibra.  Os latifundiários, enquanto isso, vibram mais e riem que nem hienas.
Deus do ceu, estamos perdidos!
O Nordeste é um mundo brasileiro à parte, formado por nove Estados e um terço da população brasileira.  População riquíssima de esperança e vontade de fazer cada vez o melhor, pelo País.
Boa parte dessa população é flutuante.
Pois bem, ouvi há pouco uma entrevista transmitida pela TV Itararé, da Paraíba, com o promotor  Agnello Amorim.  Ele é campinense, fiquei sabendo no correr da entrevista.  Gostei.
Amorim é um cidadão que o Brasil todo deveria conhecer, de nome ou por obra.  Ele é de uma consciência que ilumina, que encanta, pela facilidade como se expressa.  Fale bem, diz o que pensa e o que queremos dizer.  Parece adivinhar.
Ele fala com tanta propriedade sobre os problemas do Brasil que chega até a assustar.   Sabe tudo.  Tudo sobre Campina e Brasil. Falta-lhe, porém, interlocutores.
Depois de João Pessoa, Campina Grande é a cidade mais importante da Paraíba.
De Campina são o cantor Biliu, o músico Gabmar Cavalcanti, Biu do Violão, o escritor Rômulo Nóbrega, o gramático Anésio Leão e outras figuras ímpares que marcaram e continuam marcando a vida campinense.  Aliás não foi à toa, que o cangaceiro pernambucano Antônio Silvino, achou de inventar seus últimos dias de vida em Campina, onde foi visitado pelo escritor alagoano Graciliano Ramos...
As questões hídricas que atormentam a população Brasileira desde sempre são, na visão de Amorim, um cancro que só não é extinto por quem necessiamente deveria extirpar.   E, sei, que essa é também a visão de Agnello Amorim.
Meus amigos, minhas amigas, não está na hora de ouvirmos pessoas que passaram a vida toda estudando e decifrando problemas que aflingem a todos nós ? Pois bem, uma dessas pessoas e Agnello Amorim.
E como se não bastasse a consciência política do cidadão Agnello Amorim, há sobre ele a destacar veredas culturais por onde ele e artístas populares andaram, como Zé Limeira.
Eu, pessoalmente, privei da amizade de Orlando Tejo, autor do livro O Poeta do Absurdo.  O poeta Zé. Limeira.
O Dr. Agnello Amorim foi amigo de Orlando e de Zé.
Quanta história!



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