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domingo, 30 de julho de 2017

LUIZ DA CÂMARA CASCUDO, SAUDADE...

Gota serena, bexiga lixa e cachorro da mulesta. Estas são algumas das expressões que habitam a boca do povo nordestino, desde sempre. Algumas delas eu já havia até esquecido, confesso. Mas ontem, durante um café da manhã partilhado por Ana, a mim e ao amigo Cortez, veio tudo à tona. E rimos muito. À mesa, cuz cuz de milho, tapioca, soda de rapadura, macaxeira espapaçando, suco de laranja, seriguela, café de pilão e leite de coco, de coco mesmo! Uma delícia!
A semana começou comigo e Cris na casa dos amigos Paulo, Mari e Aidan, filho de ambos, no Ibirapuera. E lá estavam outros convidados para participar de mais um sarau. Reencontramos o cantor, compositor, instrumentista cearense, Graco, autor da bela canção Noturno, mais conhecida pelo verso "coração alado", imortalizada por Fagner (Graco aparece de chapéu, na última foto, ao lado de Brau Mendonça, os dois tocaram lindamente seus violões).
O sarau estendeu-se até as primeiras horas da madrugada. Eu declamei uns poeminhas que ando fazendo para não endoidecer, Graco cantou e tocou, Paulo, que é agrônomo de profissão, cantou e tocou feito gente grande, ao lado de Osias e Cristina, Brau e Rosângela e Ana. Marisa veio do Ceará e declamou o décimo quinto poema do repertório de Vinte poemas de amor e uma canção desesperada do chileno Pablo Neruda (1904-1973). Foi tudo muito bom. ( foto acima)
Agora há pouco o cantor, compositor e sanfoneiro, Targino Gondin, telefonou, de Petrolina, PE, para dizer que acabara de voltar de uma esticada que deu à Angola, África. Ele está com mil ideias e quer que eu me envolva nelas. Bora lá! Filme, documentário na parada. Lembrei que deixei um projeto sobre Luiz Gonzaga na França. E bora, bora!
Minutos atrás, quem também ligou foi o amigo Joel dos Santos, dizendo-se animado por topar no vídeo da Plin Plin com a cearense Amelinha cantando. Eu também gosto da Amelinha. Amelinha, ex-companheira do paraibano Zé Ramalho, gravou belamente o frevo Frevo Mulher. Confira:





CÂMARA CASCUDO

Hoje faz 31 anos que o memorialista da cultura popular potiguar Câmara Cascudo partiu para a Eternidade. Cascudo nasceu em 1897 e deixou uma obra monumental sobre costumes e outras coisas do povo. Proseei muito com ele na sua casa em Natal, RN. E cheguei a publicar uma ampla entrevista que fiz com ele em sua casa. Essa entrevista saiu no extinto suplemento dominical do paulistano Folha de S.Paulo, Folhetim. Encontra-se no acervo do Instituto Memória Brasil, IMB, gravação em fita cassete de pelo menos um encontro nosso. Chegeui a gravar provavelmente o único poema de sua autoria, Não Gosto de Sertão Verde. Confira:




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (41)





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