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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A INCRÍVEL INVENÇÃO DO ZERO

É curioso e engraçado o mergulho que o cartunista Fausto tem dado na história, melhor, na pré-história. Nesse mergulho ele traz à tona flashes, digamos assim, que nos levam a matutar sobre a nossa origem, o homo sapiens. E se há o homo sapiens, há também a "mulher sapiens", como num rompante de profunda meditação tornado público pela engraçada Dilma Roussef.
Quem nasceu primeiro, o homo sapiens ou a mulher sapiens, o grito, a fala, a risada ou a escrita...?
O zero (0) deu muita dor de cabeça aos seus criadores. 
Foi na China ou na Grécia que o zero surgiu.
Os números de 1 a 9 foram criados e só depois de muito tempo que o zero deu o ar de sua graça na Índia e não na Grécia ou China.
Espantados com a criação hindu, os árabes pegaram o zero e o puseram debaixo do braço, quase como se fosse deles, e o levaram prá casa e depois prá Europa.
O zero foi uma invenção incrível!
O zero é tudo e é nada. Ele está em todo canto, em todas as línguas. Não haveria internet sem o zero e nem avião, nem navio, nem nada. Melhor, tudo seria nada, sem o zero.
Ao mergulhar na história, melhor, na pré-história, Fausto nos dá o que pensar, não é mesmo?
Quem da safra dos cinquenta (olha o zero aí, gente!), não leu um livro do pernambucano Júlio César de Melo e Souza (1895-1974), conhecido mundo afora pelo pseudônimo de Malba Tahan?
Malba Tahan, elogiado por grandes nomes da literatura mundial como Jorge Luiz Borges, escreveu dezenas de livros abordando temas da matemática. Um desses livros, O Homem que Calculava, vendeu algo em torno de 2 milhões de exemplares. Incrível, não é? O autor fala com muita graça sobre o zero.
Fulano de tal é um zero à esquerda, quem já não ouviu essa frase? A tradução é que Fulano de Tal não presta.
Eu nunca fui um bom aluno de matemática, mas também nunca recebi zero.
De zero a dez, quanto a gente dá ao Fausto, pela iniciativa de nos trazer à tona histórias da pré-história?
Uma coisa puxa a outra: Em 1916 o carioca Pixinguinha compôs o chorinho para o craque Friedenreich: 1 x 0, que foi gravado em disco somente 30 anos depois. O paraibano Jackson do Pandeiro também fez uma música gostosa de ouvir, em que diz "esse jogo não pode ser 1 x 0".





BRINCANDO COM A HISTÓRIA (45)




CEGO ADERALDO

Amanhã às 19 horas, estarei falando sobre o cantador rabequeiro, cego Aderaldo, no SESC. É isso, fica o registro.



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