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segunda-feira, 24 de abril de 2017

EXISTE AMOR REAL?

Meu amigo, minha amiga:

Você acredita no amor? 
Em 1871 estreou na Casa da ópera do Cairo, no Egito, a grandiosa e bela Aída, do italiano Giuseppe Verdi.
Verdi foi um gênio sob todos os aspectos, e um ser humano exemplar. Tanto que construiu em vida uma enorme moradia para acolher os músicos de futuro findo, aqueles que chegam aos últimos dias da vida sem ter sequer onde morar.
Aída é uma princesa etíope, pega e escravizada pelos egípcios.
A história é baseada na mitologia grega.
O guerreiro comandante em chefe dos egípcios, Radamés, apaixona-se loucamente por Aída. E ela por ele, também. 
No meio da história, aliás muito antes do meio da história, surge outra princesa: Amneris.
Amneris era louca por Radamés, que não dava bola para ela. Portanto Aída amava Radamés que não amava Amneris...
E o pau canta depois da volta vitoriosa de Radamés contra as forças etíopes. E há traição e tudo mais nessa história.
Depois de descobrir a paixão irremediável de Radamés por Aída, Amneris faz o que pode e o que não pode para ferrar Aída e Radamés é levado a julgamento e condenado por traição a morrer emparedado, em outras palavras, enterrado vivo. E com ele, sem que ele saiba, aparece de repente burlando a segurança egípcia, sua princesa etíope: Aída. E ambos morrem abraçados para viver na eternidade...
Aída, a ópera, é uma história que nos enche os olhos de lágrimas.
É isso.




O FIM DAS TRADIÇÕES JUNINAS


Desde sempre, o Brasil é um país incrível.
Um amigo meu, Hernâne Donato, escreveu um belíssimo livro a que deu o titulo de Dicionário das Batalhas Brasileiras.Esse livro foi publicada pela Ibrasa. Nesse livro Hernâne prova que houve no Brasil,pelo menos, uma batalha, um conflito, com feridos e mortos todos os dias desde a chegada dos estrangeiros entre nós. É muita coisa, não é, pois bem, num ano dos 30 do século passado, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, paulistano, escreveu um livro básico para a compreensão do comportamento do ser brasileiro.Esse livro, Raízes do Brasil, dá o que falar até hoje. 
O motivo?
Sérgio Buarque afirma , talvez erroneamente, que o brasileiro é um ser pacato.
A história, a história mesmo, mostra o contrário: somos bonzinhos, mas nem tanto.
No campo da cultura popular brasileira temos vários desbravadores, como Luis da Câmara Cascudo (1898 - 1986).Click: 


http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticias-conteudo.aspx?id=889


Câmara Cascudo deixou publicados cerca de 150 títulos. Num deles, Vaqueiros e Cantadores, ele já falava do poeta popular cearense Patativa do Assaré, de batismo Antonio Gonçalves da Silva (1909 - 2002). Aliás, cheguei a escrever e a publicar um livro a seu respeito: O Poeta do Povo, Vida e Obra de Patativa de Assaré.


Cascudo é o autor do indispensável dicionário do folclore brasileiro, lançado originalmente em dois volumes pela gráfica do senado em 1954.
Pois bem, desde de sempre o Brasil é um país incrível.
Não são poucas as manifestações culturais que vicejam no solo brasileiro e no coração do povo, em ultima analise nós.


Luiz Gonzaga mapeou a cultura musical do nordeste, e Patativa , com a sua poesia, deu voz aos deserdados.É dele, com gravação de Luiz Gonzaga a tocante toada "A Triste Partida", de 1964.Click:





Enquanto isso o tempo passa engrandecendo ou diminuindo a cultura de um país, não é mesmo? Ou de uma região.
Agora mesmo, e não é de hoje, a gula por dinheiro está desmilinguindo o que há de mais bonito do repertório tradicional nordestino.
O chamado O Maior São João do Mundo está ficando deste tamanhinho e o motivo é simples: os forrozeiros, os baioneiros, os cantores e cantores de repertório junino, como Elba Ramalho, Genival Lacerda, Alceu Valença, Biliu de Campina, Pinto do Acordeon, Zé Calixto, Alcymar Monteiro, Santana e Antônio Barros & Cecéu  e tantos e tantos outros grandes da nossa boa música estão fora da programação deste 2017. Sem falar dos cantadores repentistas, sempre sumidos dessas programações.
A programação para O Maior São João do Mundo deste ano está recheada de sertanojos e de outras pérolas sem brilho algum, pelo menos no que se refere ao bom gosto.Vocês gostam de um tal Luan não sei o que,e Safadão não sei das quantas? Pois é...confiram os nomes da programação do Maior São João do Mundo para 2017.





As tradições estão mesmo indo para o beleléu, ou para mais longe, sei lá!
 No tocante, no que diz respeito aos festejos juninos. Já não há paus de sebo, fogos de artifícios, fogueiras, canjica, pamonha, e alegria espontânea em locais ou ambientes em que se possa comer e brincar dando vivas ao dorminhoco São João. Ai, ai, ai.

TROFÉU GONZAGÃO




Ao contrario da programação do São João de Campina Grande, louvável a iniciativa dos organizadores do troféu Gonzaga. Este ano o troféu homenageia Geraldinho Azevedo e o Quinteto Vi0olado; in memoriam Abdias dos Oito Baixos, que era primo do meu amigo Vital Farias. O troféu está na sua 9 edição. Numa das primeiras eu o Fagner fomos homenageados com esse troféu.






VIGÍLIA PELA LEITURA


A decisão de suspender o funcionamento de 24h da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, não foi uma decisão boa. Não foi uma decisão legal, no sentido de deixar os munícipes felizes. Toda a hora é hora de ler, de ir ao teatro e cinema, de assimilar conhecimentos. Parece que o nosso prefeito, Dória, e seu secretário não sei como se chama, não sabem disso. Deveriam saber pois, enfim, são administradores públicos, não são mesmo? A decisão de encerrar as atividades de 24h da biblioteca  vai levar um monte de gente hoje para um protesto de alto nível; de nível literário e cidadão. Se são poucos os frequentadores notívagos, porquê não desencadear uma grande campanha a favor da leitura? Todos precisamos disso! A Biblioteca Mário de Andrade na Rua Consolação, 94, pertinho da estação Anhangabaú do Metrô, você vai?
Mário de Andrade foi o primeiro secretário de Cultura da cidade de São Paulo. Que nível hein? 

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